Publicado em 12/05/2020 às 07:34, Atualizado em 12/05/2020 às 11:38

Auxílio emergencial poderá durar mais que três meses, diz secretário

Cerca de 94% dos brasileiros já movimentaram recursos

Agência Brasil,
Cb image default
Imagem: Divulgação / Caixa

Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido após o fim da pandemia. A afirmação é do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

Segundo Costa, o governo discute se o auxílio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.

Na avaliação do secretário, o auxílio emergencial é “extremamente liberal”, nos moldes do Imposto de Renda negativo, em que pessoas abaixo de determinado nível de renda recebem pagamentos suplementares do governo em vez de pagarem impostos.

Caso o benefício permaneça, Costa disse que o governo terá de estudar uma forma de financiá-lo e de mantê-lo. Segundo ele, o governo pode desmontar o auxílio emergencial gradualmente, conforme as medidas de recuperação econômica ou as reformas estruturais prometidas pelo governo antes de a pandemia entrar em vigor.

O secretário ressaltou que a equipe econômica não estuda somente a continuidade do auxílio emergencial, mas de outras ações tomadas pelo governo. “Talvez alguns programas tenham vindo para ficar”, disse. Ele, no entanto, não detalhou quais programas poderiam permanecer além do benefício de R$ 600.

Costa indicou que medidas de apoio e de desoneração das empresas possam ser mantidas. Para ele, o “novo normal” da economia brasileira será um cenário com “menos ônus” sobre os empregadores.

Movimentação

Dados da Caixa divulgados nesta segunda-feira (11) mostram que 94% dos brasileiros que receberam Auxílio Emergencial já movimentaram os recursos. A maior parte das 20.990.792 transações financeiras (70%) foram realizadas na forma digital, por meio de transferências, pagamentos e compras com o cartão de débito virtual.

Em um mês, o Governo Federal liberou R$ 35,5 bilhões do Auxílio Emergencial para mais de 50 milhões de brasileiros. Desde o dia 9 de abril, foram pagos R$ 15,2 bilhões a 19,2 milhões dos beneficiários do Bolsa Família, R$ 7 bilhões para 10,5 milhões do público CadÚnico e R$ 13,3 bilhões para 20,3 milhões de elegíveis que se cadastraram pelo site e app.