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Energia elétrica: 15% da população pode migrar para tarifa branca em Mato Grosso do Sul

Concen alerta que disciplina é fundamental para quem fizer a opção

Imagem: Arquivo / Nova News

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Desde 01 de janeiro a opção pela tarifa branca está disponível para quem consome mais de 250 KWh/mês (cerca de 15,9 milhões de unidades consumidoras no País). Em Mato Grosso do Sul, na área de concessão da Energisa-MS, que representa 1.018.269 consumidores em 74 municípios, 15% estão dentro do público elegível para adesão, nesta nova etapa.

Apesar disso, somente estão cadastrados 74 consumidores até o momento. A tarifa branca sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela é oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão (residências e pequenos comércios, por exemplo) e não se aplica a consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

A presidente do Concen (Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa-MS), Rosimeire Costa, alerta que para a tomada de decisão sobre migração é preciso uma análise criteriosa da demanda da família ou rotina da empresa para garantir a efetiva redução, que pode ficar entre 30% e 40% no consumo de energia elétrica. “Para isso, é preciso disciplina e que o consumidor não usufrua de carga total em residência de 16h30 a 21h30. Se não houver esse controle, no lugar de redução, pode haver até aumento no consumo, além de que uma migração não planejada prejudica toda sociedade porque a troca do equipamento custa em torno de R$ 1 mil, custo que não é pago individualmente e sim por todos os consumidores da área da concessão”.

Aprovada em 2016, a aplicação da tarifa segue um cronograma de preferência, de modo a priorizar as solicitações com as seguintes características:

• 1º de janeiro de 2018, para novas ligações e para unidades consumidoras com média anual de consumo mensal superior a 500 kW/h;

• 1º de janeiro de 2019 para unidades consumidoras com média anual de consumo mensal superior a 250 kW/h; e,

• 1º de janeiro de 2020 para todas as unidades consumidoras.

Confira as orientações de consumo da Aneel aqui.

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