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Energia elétrica fica mais cara a partir desta sexta-feira (08) em MS

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, esta semana, o reajuste tarifário da concessionária Energisa Mato Grosso do Sul Distribuidora de Energia S/A. Para os consumidores residenciais (Classe B1), o reajuste será de 7,38%. Os novos valores serão aplicados a partir desta sexta-feira (08),  para 970 mil unidades consumidoras localizadas em 73 municípios do Mato Grosso do Sul. 

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. Os custos típicos da atividade de distribuição, por sua vez, são atualizados com base no IGP-M.

Os novos valores serão aplicados a partir desta sexta-feira (08), para 970 mil unidades consumidoras localizadas em 73 municípios do Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Em Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agepan) é conveniada à Aneel para a realização de algumas atividades descentralizadas. A agência estadual não tem papel na definição de tarifas, mas atua na fiscalização das distribuidoras.

Insatisfação 

O reajuste vem em um momento em que os clientes demonstram certa insatisfação com os serviços ofertados. Como vem sendo acompanhado pela equipe do Nova News, durante o ano de 2015 e também nos primeiros meses de 2016, o fornecimento de energia elétrica da região foi afetado com vários apagões. No mês de fevereiro do ano passado, Nova Andradina e outras cidades ficaram sem o serviço por volta de 06h seguidas. 

No dia 24 de novembro, a região central de Nova Andradina ficou por mais de 04h sem energia elétrica. Em 14 de dezembro, outra interrupção deixou a região sem energia por mais de 05h, causando transtornos e prejuízos à população, comércios e indústrias. 

Na data de 19 de dezembro, vários moradores de um quarteirão do Bairro Irman Ribeiro, em Nova Andradina, entraram em contato com Nova News para denunciar o que eles qualificaram como ‘descaso’ por parte da concessionária Energisa, responsável pelo fornecimento de energia elétrica. Segundo eles, várias famílias ficaram por mais de 15h sem energia elétrica.

Em uma das casas, uma mulher disse que ocorreu um curto circuito, que teria provocado um princípio de incêndio. Uma equipe do Corpo de Bombeiros teria sido acionada, porém, as chamas foram controladas por populares. Além dos apagões, funcionários da Energisa paralisaram atividades por alguns dias a fim de pedir melhores condições de trabalho.

Na cidade de Nova Andradina, o vereador Vicente Lichoti e, em Batayporã, os vereadores Miguel do Sindicato e Jaqueline da Olaria, realizaram a coleta de assinaturas junto à população, solicitando ao Ministério Público Estadual (MPE) a abertura de uma ação civil pública com pedido de liminar para a defesa coletiva dos consumidores de energia elétrica. (Com informações da Agepan e Aneel).

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