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Índice Geral de Desempenho Industrial de MS completa 16 meses acima dos 50 pontos

Dados são da Fiems

Foto: Divulgação

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O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, completou, em setembro deste ano, o 16º mês consecutivo acima dos 50 pontos. No respectivo mês, o Índice somou 56 pontos, indicando uma relativa estabilidade na comparação com agosto deste ano, quando chegou a 56,4 pontos.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que, na passagem de agosto para setembro, ocorreram aumentos na participação das empresas que contrataram e no índice de confiança. Além disso, ressalta o economista, tiveram recuos na participação das empresas com produção estável ou crescente, na utilização da capacidade instalada e na intenção de investimento.

Quanto à atividade, ele explica que, em setembro, a produção ficou estável em 59,2% dos estabelecimentos, contra 57,8% no mês de agosto, enquanto as empresas que apresentaram expansão responderam por 15,5% do total, contra 21,9% no mês anterior. “Contudo, mesmo com a acomodação ocorrida no ritmo de atividade, o empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue otimista em relação aos próximos seis meses, com os índices de intenção de investimento e confiança permanecendo em patamares elevados”, reforçou.

Ezequiel Resende acrescenta que é importante ressaltar também que a maior parte das variáveis analisadas apresentou desempenho positivo na comparação com os últimos 12 meses e no acumulado do ano. “Com os dados consolidados, constata-se que o IGDI segue acima dos 50 pontos, indicando que, na média geral, o desempenho foi satisfatório, segundo a percepção da maior parte dos empresários respondentes”, finalizou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.

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