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Produção industrial segue estável na maior parte das empresas de Mato Grosso do Sul

Pelo levantamento, em março, 54,5% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade na produção, enquanto no mês anterior esse resultado foi de 58,1%

Imagem: Fiems

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A produção industrial sul-mato-grossense permanece estável em março deste ano na maior parte das empresas, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 77 empresas no período de 1º a 12 de abril. Pelo levantamento, em março, 54,5% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade na produção, enquanto no mês anterior esse resultado foi de 58,1%.

“Já as empresas que apresentaram expansão responderam por 18,2% do total, contra 14,9% no último levantamento. O que sinaliza uma melhora no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de fevereiro e março”, comentou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ainda de acordo com ele, em março, a ociosidade média na indústria sul-mato-grossense foi de 33%. “Somado a isso, o índice de utilização fechou o mês em 42,8 pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que a utilização da capacidade instalada foi inferior ao que era esperado para o período. Por fim, a sondagem mostrou que, em março, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 37,7% dos respondentes, igual ao usual para 51,9% e acima para 9,1%”, relatou.

Condições financeiras

Ezequiel Resende destaca que, de um modo geral, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul se mostraram insatisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no primeiro trimestre de 2019, com o indicador alcançando 43,1 pontos. “Comportamento semelhante foi verificado em relação às condições de acesso ao crédito e situação financeira geral da empresa, com os indicadores alcançando 42,6 e 45,8 pontos, respectivamente”, declarou.

Em Mato Grosso do Sul, no primeiro trimestre do ano, 31,2% dos empresários industriais consideraram ruim a margem de lucro operacional obtida no período. Na mesma comparação, o acesso ao crédito foi considerado difícil por 20,8% dos empresários, enquanto 31,2% responderam não ter buscado crédito no trimestre. Já a situação financeira geral da empresa foi avaliada como ruim por 26,0% dos participantes e 32,5% responderam que houve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems também informa que a Sondagem Industrial levantou as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 1º trimestre de 2019. “Os empresários apontaram a elevada carga tributária, falta ou alto custo da matéria prima, falta ou alto custo de energia, inadimplência dos clientes, falta ou alto custo de trabalhador qualificado e falta de capital de giro foram os principais problemas apontados pelos industriais sul-mato-grossenses no quarto trimestre do ano”, elencou.

Expectativas

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, Ezequiel Resende detalha que, em abril, 46,8% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto para o mesmo período 11,7% preveem queda. “Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 39% do total”, informou.

Já sobre o número de empregados 19,5% das empresas responderam que esperam aumento nos próximos seis meses, enquanto 9,18% apontaram que esse número deve cair. “Além disso, 64,9% das empresas esperam manter o quadro de funcionários estável”, ressaltou o economista, reforçando que as exportações devem ter alta para 10,4% das empresas respondentes nos próximos seis meses, enquanto 3,9% acreditam que deva ocorrer queda. “As empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 14,3% do total e 66,2% disseram que não exportam”, detalhou.

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em abril o índice alcançou 57,4 pontos, indicando redução de 3 pontos sobre o mês anterior. “Condição influenciada, principalmente, pela diminuição na participação das empresas que disseram ter certeza quanto à realização de investimentos nos próximos seis meses, que caiu de 10,8% para 6,5%. Comportamento semelhante também ocorreu em relação as empresas que disseram que provavelmente investiriam, com queda de 50% para 46,8%. Por fim, o índice varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, explicou o economista.

ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em abril 62,8 pontos, indicando um recuo de 1,2 ponto, quando comparado com o mês anterior. “Registrando, deste modo, a terceira queda consecutiva após um período de forte alta acumulada entre os meses de outubro de 2018 e janeiro de 2019. Contudo, o atual resultado encontra-se 5,1 pontos acima do registrado em abril do ano passado e 8,5 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, detalhou Ezequiel Resende.

Em abril, 18,2% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 16,9% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 16,9% dos respondentes. Além disso, para 46,8% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 53,2% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 48,1%.

Já para 27,3% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 20,8%. No caso da própria empresa, o resultado foi de 23,4% e os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 7,8%, 9,1% e 10,4%, respectivamente.

Expectativas para os próximos seis meses

Em abril, 10,4% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 11,7% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 9,1% dos empresários. Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 24,7%, sendo que em relação à economia do estado esse percentual também alcançou 24,7% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 18,2%

Por último, 58,4% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar, enquanto, em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 55,8% e, no caso da própria empresa, 63,6% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. “Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 6,5%, 7,8% e 9,1%, respectivamente”, informou o economista.

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