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Quem deixar para comprar material escolar em 2019 pode pagar mais caro

Associação diz que reajuste pode ser de aproximadamente 10%

Imagens: EBC

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Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (18) pelo portal R7, da Record TV, para economizar nas compras da lista de material escolar, as famílias devem fazer as aquisições ainda este ano. Isso porque, a estimativa é que os itens fiquem, em média, 10% mais caros a partir do ano que vem, de acordo com a Abfiae (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares).

Conforme a associação, o reajuste no preço do papel em 2018, que vai influenciar no valor de livros e cadernos, e a alta do dólar, que interfere nos preços de estojos e mochilas estão entre os fatores que devem provocar o aumento nos preços. A dica é aproveitar os estoques disponíveis nas papelarias e lojas do ramo, antes que novos lotes cheguem com os preços já reajustados.

É importante destacar que mesmo sem as listas de materiais fornecidas pelas escolas, as papelarias e lojas do ramo têm a relação dos itens necessários dependendo do ano que o estudante irá cursar, portanto, antecipar as compra é perfeitamente possível.

Em janeiro deste ano, o Nova News havia conversado com Juvenal de Souza, empresário de Nova Andradina que atua há mais de 33 anos no ramo de material escolar, sendo que, na oportunidade, ele deu dicas preciosas sobre como economizar na hora das compras.

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Um dos pontos destacados por ele e que garante economia é o reaproveitamento de produtos. “Antes mesmo de ir às compras, é bom dar uma olhada nos materiais que foram usados no ano anterior para verificar se há itens que podem ser reutilizados”, afirma, ao completar que a pesquisa de preço e solicitação de vários orçamentos também é importante.

Evitar marcas famosas é outra boa saída para quem quer evitar despesas desnecessárias. “Cadernos e outros materiais com estampas de personagens, desenhos ou marcas são mais caros. Se a intenção for economizar, a dica é optar pela simplicidade”, pontua.

Por fim, o empresário revelou uma estratégia infalível para garantir economia é a compra em grupo. “Entre em contato com outros pais para organizar uma compra coletiva. Uma coisa é uma família comprar 20 itens, outra coisa são quatro famílias comprarem 80 itens. Isso pode resultar em um bom desconto na hora de pagar a conta”, explicou.

Os pais também devem estar atentos sobre a exigência do selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), que garante a qualidade e segurança de vários itens. “Muita gente opta por materiais importados ou falsificados. Isso, além de por em risco a saúde das crianças e adolescentes, pode gerar custos extras, uma vez que muitos produtos de baixa qualidade precisam ser substituídos dentro de poucos meses, gerando nova despesa para a família. É o barato que sai caro”, finalizou Juvenal naquela oportunidade. 

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