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Análise das oitavas de final da Copa do Mundo - Parte II

França vs. Nigéria (segunda-feira, 12h, Mané Garrincha)

Após penar nas Eliminatórias Europeias, a França foi uma das maiores surpresas da primeira fase, nadando de braçadas no grupo E. Mostrando um futebol seguro e eficiente, a equipe não sentiu a falta do astro Franck Ribéry. Capitaneada por Karim Benzema, a França é dona de um meio-campo veloz, marcado pelo deslocamento constante de Valbuena, Cabaye, Sissoko e Matuidi, se dando ao luxo de deixar o promissor Pogba no banco.

Já a Nigéria derrubou a Bósnia no grupo F, principal candidata a segunda vaga da chave. A melhor notícia para os africanos foi o duro jogo realizado com a Argentina no final da primeira fase. Com grande atuação do meia Musa, a Nigéria sucumbiu apenas as bolas paradas argentinas e a mais uma grande atuação de Messi. Mesmo contando com jogadores rodados no futebol europeu como Emenike, Obi Mikel e Moses, os nigerianos não parecem ser páreos para os franceses, que têm tradição de irem longe quando superam a primeira fase. Dessa vez não deve ser diferente.

Alemanha vs. Argélia (segunda-feira, 16h, Beira Rio)

A Alemanha jogou para o gasto na primeira fase, sem empolgar. Mesmo assim não teve dificuldades em garantir a primeira posição do equilibrado grupo G. Mesmo sem um centroavante de ofício e improvisando o lateral Philipp Lahm na cabeça de área, o time é forte o suficiente para seguir em busca do quarto título, tendo como figura principal até aqui o meia do Bayer de Munique, Thomas Muller, cujo desempenho, quatro gols em três jogos, faz com o que os alemães não reclamem da ausência de um centroavante, embora o experiente Miroslav Klose seja uma das opções no banco.

A Argélia, por sua vez, deixou uma boa impressão na primeira fase, principalmente na derrota para a Bélgica, quando a equipe saiu na frente e ficou a maior parte do tempo em vantagem no placar, e na boa vitória de 4 a 2 sobre a Coreia do Sul. No entanto, o time, que tem no meia Sofiane Feghouli  seu maior destaque, não parece possuir repertório suficiente para encarar os alemães. De qualquer forma, ao atingir a segunda fase, os africanos já fizeram história.

Argentina vs. Suíça (terça-feira, 12h, Arena Corinthians)

A Suíça perdeu nessa Copa uma de suas principais características que era a forte defesa. O “ferrolho” foi para o espaço na derrota para a França por 5 a 2. É esse o maior alento dos argentinos, que tem em Messi uma figura inspirada como nunca foi na história dele nos Mundiais. No entanto o restante o ataque, tido como um dos melhores do Mundial, não repete o desempenho do craque, com atuações modestas de Di Maria, Higuain e Aguero, que será substituído amanhã por Lavezzi.

Mas se a defesa suíça piorou, o ataque é mais perigoso, graças principalmente aos meias Shaqiri e Xhaka. A fragilidade da defesa argentina, exposta na apertada vitória de 3 a 2 sobre a Nigéria, mostra que o jogo deve ser equilibrado, apesar do favoritismo argentino. Como a Argentina não encanta e depende em demasia de Messi, autor de quatro dos seis gols da equipe, um sofrimento no melhor “estilo Brasil” não está descartado.

Bélgica vs. Estados Unidos (terça-feira, 16h, Fonte Nova)

Apesar das três vitórias na primeira fase, a Bélgica foi outra que não empolgou. O time demonstrou dificuldade em todas as partidas, mesmo estando em um dos grupos mais fracos do Mundial. Já os Estados Unidos ficaram em segundo no equilibrado grupo G, que tinha três equipes lutando pela segunda vaga.

Os americanos evoluem a cada Copa, não o suficiente para lutar por título, mas o bastante para fazer um jogo de igual para igual contra Bélgica, que terá que demonstrar mais futebol do que fez até agora. Trata-se talvez do confronto mais equilibrado das oitavas de final.

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