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Apesar do momento de ascensão, futebol feminino em Nova Andradina conta com pouco incentivo

O time nova-andradinense "Thunderman-FC" foi criado neste ano

Foto: Lúbina Laguna

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Apesar do momento de ascensão que vive o futebol feminino em todo o mundo, principalmente após a Copa do Mundo de Futebol Feminino deste ano, o time de Nova Andradina conta com pouco incentivo.

De acordo com o técnico do Thunderman-FC, Elan Diego, a falta de recursos e apoio, são os maiores problema do time.

“A falta de incentivo abrange muita coisa, lutamos para participar de um campeonato, porém esbarramos em falta de estrutura e apoio de clubes. Com baixo investimento não conseguimos fazer novas parcerias ou abrir as portas. A falta de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) também tem sido um problema. O único incentivo que conseguimos, veio por parte da Prefeitura Municipal de Nova Andradina, que tem atuado na criação de eventos, como competições de futsal feminino, que estimulam o crescimento do esporte,” disse o treinador.

“O futebol feminino em si, por ser feminino, não conta com tanto apoio quanto o masculino, Nova Andradina é um exemplo disso. Aliás, em todo o Brasil quando falamos de futebol feminino, surge um olhar de menosprezo. Estamos fora de um campeonato por não conseguir ajuda, tem muito a ver com o financeiro, mas também muito com nome, sem tirar os méritos de qualquer time masculino. É preciso reconhecer que não basta sermos dedicadas, precisamos de incentivo. Não há problema em um sábado preferir estar em um estádio do que em festas, jogar futebol também é sonho de menina”, Mayara dos Santos, 17 anos.

“O futebol feminino precisa de mais valorização e maior apoio. Nós não podemos olhar o futebol como um esporte predominantemente masculino. As mulheres, com suas habilidades, possuem potencial para integrar o mundo do futebol. Então seguimos conformadas, sabendo que não resta outra escolha a não ser assumirmos nosso papel, nos esforçando para superar as expectativas do treinador e até mesmo as nossas. Podemos sim acreditar em nós e porque não? Sabemos do nosso potencial e até onde podemos brilhar com ele. Também sabemos que através do esporte, podemos nos tornar pessoas melhores, com um futuro promissor. Valorizem o futebol feminino, porque nós podemos fazer a diferença,” Tayssa Alana, 15 anos.

“É difícil lidar com incentivo quando se trata de futebol feminino. Começamos com o Thunderman-FC neste ano e não podemos dizer que tem sido fácil, mas estamos lutando para que isso mude. Algumas pessoas nos ajudaram e sou grata por isso. Porém, para conseguirmos visibilidade, precisamos de muito mais,” Mariana Bissoli, de 20 anos.

Segundo o treinador do time, além de apoio financeiro, ações como incentivo das empresas, que criam seus próprios times, realizam amistosos, como é o caso dos frigoríficos JBS e Naturafrig, que já desenvolvem esse trabalho, também podem contribuir de forma direta no fortalecimento da cena do futebol feminino. 

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