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Com grande paixão pelos campos, nova-andradinenses criam time de futebol feminino

Projeto começou com a amizade entre Mariana e Diego

Foto: Lúbina Laguna

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Camila Silveira, Mariana Bissoli e Elan Diego - Foto: Divulgação

Depois de várias tentativas de montar um time de futebol feminino, a união de dois nova-andradinenses fez com que em 2019 a iniciativa deixasse de ser apenas um sonho.

A junção dos apaixonados por futebol Mariana Bissoli e Elan Diego tornou possível a criação do Thunderman FC. Depois que a ideia saiu do papel, eles se uniram à Camila Silveira e Giovane Ferreira para dar forma ao time.

Composto por 30 meninas, o time tem como objetivo integrar as mulheres no cenário do futebol amador da região do Vale do Ivinhema, para que futuramente possam jogar em outros times e crescer no esporte.

O Nova News conversou com Mariana Bissoli, estudante de psicologia de 19 anos, sobre a iniciativa.

NN - O que vocês almejam com a criação do Thunderman FC? 

“Há muitos talentos em Nova Andradina, nosso maior objetivo é torná-las grandes profissionais. Aos poucos, a partir da evolução de cada treino, nossas jogadoras poderão ser inseridas em testes, visando um futuro no futebol. É lindo ver as meninas jogando, conseguimos perceber o brilho nos olhos a cada treino.”

NN - Como vocês estão conseguindo recursos para os treinos?

“Tivemos apoio inicial da Funael (Fundação Nova-Andradinense de Esporte e Lazer) que através de representantes, liberou o CT (centro de treinamento) e realizou orientações acerca do projeto social. Outras pessoas ajudaram doando bola, garrafa térmica. O apoio dos familiares das meninas também tem sido fundamental.”

NN - De onde veio o nome ‘Thunderman’?

“Eu escolhi o nome baseado em um seriado que assisti muito. Ele conta a história de uma família de super heróis, eles demonstram união, força e determinação em tudo que fazem. É isso que eu vejo no time, então não poderia colocar outro nome. Vejo que existe união entre a gente e a união faz a força. Sem as meninas não seríamos um time agora.”

NN - O futebol feminino não é muito valorizado. Como contribuir para a solução desse problema?

"Ainda tenho esperanças que o futebol feminino um dia ganhe visibilidade em nosso município, para que incentivem outras cidades a fazerem o mesmo. Há tantos talentos e não podemos desperdiçá-los. Espero que o futebol feminino conquiste o mesmo espaço do masculino. Vejo nessas meninas responsabilidade e determinação, combustíveis suficientes para que esses sonhos não morram. Vejo que como parte da solução, está o incentivo por parte do poder público e a desconstrução da ideia de que o esporte é exclusivamente masculino."

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Os treinos são realizados aos sábados, às 16h, no CT, atrás do Estádio Luiz Soares Andrade. A faixa etária estabelecida é de 10 a 35 anos.

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