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Palmeirenses invadem Avenida Moura Andrade para comemorar título do ‘Verdão’

Longa e interminável espera acabou, depois de 22 anos de jejum o palmeirense repetiu o grito de campeão no Campeonato Brasileiro

Bastou o árbitro Anderson Daronco apitar o final do jogo na arena Allianz Parque para que milhares de torcedores do Palmeiras lotassem a Avenida Moura Andrade, principal de Nova Andradina, para comemorar o nono título no Campeonato Brasileiro.

O último título conquistado foi pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro foi há 22 anos atrás, ou sela, em 1994. Quem saiu às ruas pôde ver os palmeirenses que desfilavam em carros levando até a réplica da taça do campeonato.

Milhares de torcedores lotaram a Avenida Moura Andrade para comemorar título (Imagem: Nova News)

Vestidos com camisas e carregando as bandeiras do ‘Verdão’, os torcedores fizeram a festa ao longo da avenida. O maior ponto de concentração foi no cruzamento da Avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, com a Rua Professor João de Lima Paes, próximo ao Banco do Brasil.

O jogo

A longa e interminável espera acabou, depois de 22 anos de jejum o palmeirense repetiu o grito de campeão no Campeonato Brasileiro.  Assim, uma geração inteira de torcedores, enfim, sente o prazer de ver o clube alcançar a glória na competição mais importante do futebol nacional. A taça virou realidade neste domingo, com a vitória sobre a Chapecoense em casa por 1 a 0, com gol de Fabiano ainda no primeiro tempo.

Novandradinenses comemoram longa e interminável espera depois de 22 anos de jejum (Imagem: Nova News)

Desta maneira, os líderes nem precisaram prestar atenção no jogo do rival Santos no Rio de Janeiro. Único adversário que podia impedir o título antecipado do Palmeiras, o rival paulista sofreu gol logo no começo da partida e nem sequer ameaçou a festa alviverde. O campeão, que matematicamente precisava apenas de um empate, somou mais uma vitória e chegou aos 77 pontos – absoluto e agora inalcançável na tabela de classificação.

Não poderia ser fácil. Em uma temporada difícil, com vexames no Paulista – a goleada sofrida pelo Água Santa ainda arrepia os mais pessimistas –, o Palmeiras se reabilitou como um verdadeiro campeão. Cuca consolidou uma base no Brasileiro e tornou "cascudo" um jovem elenco. Mesmo nas derrotas, o agora campeão não se perdia.

Nem mesmo o fantasma de 2009, quando o título da Série A escapou na reta final, abalou o elenco. A ansiedade, tão abordada nas últimas semanas, ficou para o último plano. Duas décadas depois, o Palmeiras volta a ser vencedor e recupera a reputação de "maior campeão nacional".

O título passa por um trabalho em conjunto. Cuca profetizou antes do início do Brasileiro qual seria o destino do clube na Série A. As palavras inspiraram o grupo, que desde o início da competição figurou nas primeiras colocações, um concorrente seguro.

A regularidade marcou este Palmeiras de Jaílson, Dudu, Gabriel Jesus e companhia. Mesmo quando não encantou e sofreu, o resultado veio. Torna-se inquestionável, portanto, qualquer deliberação em relação ao título. O Brasileiro de 2016 está nas mãos daqueles que mais correram, mais procuraram e mais mereceram.

A vitória deste domingo contra a Chapecoense consolidou o nono título na elite do futebol do país, o 13º a nível nacional – além dos nove Brasileiros, o Palmeiras carrega em sua história mais três Copas do Brasil e a Copa dos Campeões de 2000. Ninguém venceu tanto em ambiente doméstico quanto o "Alviverde imponente".

Gol do Fla é "esquenta" de festa palmeirense

O peruano Paolo Guerrero colocou o time carioca em vantagem sobre o Santos no Maracanã, logo no começo de jogo, em resultado que já aliava a missão palmeirense em São Paulo. O anúncio do resultado adverso dos santistas no Rio provocou reação de contentamento no Allianz Parque, mesmo com o placar ainda apontando 0 a 0. Era um prenúncio de uma tarde de alegria.

Lateral ex-Chapecoense decide no Allianz Parque

Coube a um ex-jogador da Chapecoense fazer explodir o estádio palmeirense. Aos 25 minutos, depois de uma jogada em cobrança de falta, o time da casa chegou à área adversária trocando passes pelo chão. Mesmo de costas, o lateral Fabiano conseguiu concluir por cobertura. A bola passou por cima do goleiro Danilo e acabou nas redes. Era o Palmeiras na frente, 1 a 0. A festa estava deflagrada nas arquibancadas.

Recorde de público na arena

A histórica conquista palmeirense foi marcada pelo recorde de público do novo estádio do clube. Foram 40.986 pagantes para a partida deste domingo em São Paulo, maior marca desde que o Allianz Parque foi inaugurado há dois anos – e também contando o antigo Palestra Itália. Antes, o melhor público da "casa verde" havia sido de 40.283, em vitória de 1976 sobre o XV de Piracicaba.

Grito de "é campeão" aos 37 minutos

Finalmente aos 37 minutos do segundo tempo o torcedor palmeirense se sentiu à vontade de colocar para fora o grito de campeão. A bola continuava a rolar, mas a festa tomou as arquibancadas do Allianz Parque, com direito a lágrimas e sorrisos. As cenas do estádio exibidas pela televisão ainda mostraram os rostos de muitos torcedores jovens, emocionados, que comemoram o primeiro título brasileiro da vida. 

Segundo gol do Fla e entrada de Prass "oficializam" a festa

O anúncio do segundo gol do Flamengo contra o Santos no Maracanã finalmente fez a festa pegar fogo. Instantes depois, Fernando Prass voltou à atividade depois de meses de recuperação de uma lesão grave. Antes de sair, o reserva Jaílson foi abraçado pelos companheiros e aplaudido de pé pela torcida palmeirense.

Torcedores fizeram a festa ao longo da avenida com camisas e bandeiras do Verdão (Imagem: Nova News)

PALMEIRAS 1 x 0 CHAPECOENSE

Gol: Fabiano, aos 25 minutos do primeiro tempo

Cartão amarelo: Fabiano (PAL); Marcelo e Bruno Rangel (CHA)

Local: Allianz Parque, em São Paulo

Arbitragem: Anderson Daronco (RS)

Palmeiras

Jaílson (Fernando Prass), Fabiano (Gabriel), Edu Dracena, Vitor Hugo, Zé Roberto; Tchê Tchê (Thiago Santos), Moisés, Jean; Dudu, Gabriel Jesus e Roger Guedes

Técnico: Cuca

Chapecoense

Danilo; Gimenez, Marcelo, Felipe Machado, Alan Ruschel; Matheus Biteco, Sérgio Manoel, Cléber Santana (Gil), Tiaguinho (Aílton Canela); Bruno Rangel (Kempes) e Lucas Gomes

Técnico: Caio Jr. (com informações do Uol)

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