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Agentes penitenciários recusam proposta do governo e greve está mantida em MS

Cerca de 300 agentes penitenciários participaram nesta segunda-feira (02) da assembleia que recusou a proposta do governo, dando continuidade à greve da categoria, que foi iniciada esta semana em todas as unidades prisionais de Mato Grosso do Sul.

Durante a assembleia, Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap-MS), André Luiz Santiago, apresentou a proposta feita pelo Governo do Estado, que incluía o abono salarial de R$ 200.

Durante a assembleia desta segunda-feira, foi criada a comissão de greve, que contará com um representante de cada unidade penal (Imagem: Sinsap-MS)

A proposta do governo previa também a recolocação dos servidores em suas devidas classes pelo critério de tempo de serviço, através da alteração do artigo 54, e desta forma seria reiniciada a contagem do tempo na nova classe. A proposta foi recusada e a greve está mantida.

Na ocasião, ficou definida ainda a apresentação de uma contraproposta, que prevê a manutenção do abono salarial, desde que seja inserido na folha, que seja acrescentada a correção salarial, promoção e aposentadoria especial. Durante a assembleia desta segunda-feira, foi criada a comissão de greve, que contará com um representante de cada unidade penal.

Greve em Nova Andradina

Na manhã desta segunda-feira (02), os 16 agentes penitenciários lotados no Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina (EPMNA), responsáveis pela custódia de 95 detentos, entraram em greve em adesão ao movimento realizado em todo o Estado pelo Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap-MS), com objetivo de pressionar a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Governo do Estado por melhores condições salariais.

Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina (EPMNA), abriga atualmente 95 detentos (Imagem: Germino Roz / Nova News)
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Segundo informações obtidas junto ao Presídio de Nova Andradina, a greve consiste em interromper alguns tipos de serviços realizados pelos agentes, sem comprometer a segurança da sociedade. 

 

O Nova News apurou que o atendimento a advogados, atendimentos médicos e de emergência continuam sendo realizados, porém, a escolta de presos para outras unidades, escolta de presos que trabalham e estudam estão entre os serviços suspensos. 

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