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Alvo de operação da PF, Puccinelli volta a ser preso com filho e dois advogados

Ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Executivo estadual está preso na sede da Polícia Federal

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Ex-governador está preso na sede da PF (Polícia Federal) - Foto: Arquivo/Nova News

Mato Grosso do Sul amanheceu com uma notícia que pode abalar as eleições de outubro. O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Executivo estadual, André Puccinelli (MDB), está preso na sede da PF (Polícia Federal).

Segundo o site Campo Grande News, a informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (20) na superintendência da PF em Campo Grande. Além dele, o advogado André Puccinelli Junior, filho do ex-governador, e o advogado João Paulo Calves também foram presos.

Até o fechamento da matéria ainda não foram divulgados os detalhes que culminou com a prisão de Puccinelli, mas ao que tudo indica as prisões devem ter a ver com a Operação Lama Asfáltica. O grupo já havia sido detido na 5ª fase da operação, batizada de Papiros de Lama, em 14 de novembro de 2017.

Na ocasião, a operação foi feita pela PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal. Ao ex-governador, os investigadores atribuíram a chefia do grupo criminoso. André seria o beneficiário e garantidor do esquema de propina com a JBS, que teria repassado no mínimo R$ 20 milhões.

Prisão é preventiva

A prisão do ex-governador André Puccinelli é preventiva e foi decretada pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal, no dia 18, quarta-feira. Além do ex-governador, foram presos o filho dele, André Puccinelli Junior e o advogado João Paulo Calves.

Puccinelli Junior, que poderia ficar numa cela diferenciada, abriu mão da prerrogativa de advogado para ficar com o pai, como já havia feito em novembro do ano passado, quando André Puccinelli foi preso.

Responsável pela defesa do ex-governador, o advogado Renê Siufi afirmou ao Campo Grande News que estranhou a prisão às vésperas da convenção partidária marcada para o dia 4 de agosto, e que sacramentaria a candidatura de Puccinelli ao governo. O defensor disse que está avaliando o decreto de prisão para entrar com um pedido de habeas corpus para liberar Puccinelli.

De acordo com Siufi, o juiz acatou os mesmos argumentos da prisão anterior de Puccinelli, como parte dos desdobramentos da Operação Lama Asfáltica, que investiga o desvio de recursos usados em obras públicas. As investigações começaram em 2015 e já resultaram, também, nas prisões do ex-deputado federal Edson Giroto e do empresário João Amorim, dono da Proteco, empreiteira envolvida em diversos empreendimentos sob suspeita. Ambos estão presos desde maio, em Campo Grande.

A nova prisão de Puccinelli, conforme a informação do defensor, tem relação, ainda, com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que mandou Giroto e Amorim para a cadeia, a pedido do MPF (Ministério Público Federal).

O pedido de habeas corpus para tentar livrar Puccinelli da prisão será apresentado ao TRF3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, sediado em São Paulo, o mesmo que colocou o ex-governador em liberdade em novembro do ano passado, quando ele foi preso sob os mesmos argumentos de agora.

Segunda prisão - No dia 14 de novembro do ano passado, Puccinelli e o filho foram presos preventivamente, na na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, a Papiros de Lama, após delação premiada do pecuarista Ivanildo Miranda ao MPF. O empresário, segundo a delação, afirma ter repassado R$ 20 milhões a André a título de propina da empresa JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ivanildo revelou, ainda, um esquema de propina mensal que vigorou de 2006 a 2013, envolvendo frigoríficos e pelo menos sete empresas, que “esquentavam” notas.

À época, além de Puccinelli e do filho dele, também foram presos os advogados Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves, que eram citados como ligados ao Instituto Ícone, de ensino jurídico, e portanto, a Puccinelli Júnior. No caso deles, a prisão era temporária e vence sábado.

A informação, de acordo com a Polícia Federal, tem como alvo uma organização criminosa que teria causado pelo menos R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos. Bens das pessoas investigadas, que somam R$ 160 milhões, foram bloqueados. André seria o beneficiário e garantidor do esquema de propina com a JBS, que teria repassado no mínimo R$ 20 milhões em apenas um ano.

Essa prisão durou 40 horas. No feriado de 15 de novembro, o desembargador do TRF3, Paulo Fontes, concedeu a liberdade a Puccinelli e ao filho. (a fonte da matéria é o site Campo Grande News - matéria atualizada às 10h14 para o acréscimo de novas informações)

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