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Banco Central decide manter taxa Selic em 6,50% ao ano

Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (16) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano. Após 12 reduções seguidas, o menor patamar na história foi definido na reunião anterior do Copom, realizada em março. Como a taxa é usada como referência pelo sistema financeiro, a redução influencia de forma positiva toda a economia brasileira.

Em nota, a diretoria do Banco Central reafirmou que a economia brasileira se recupera em ritmo gradual e avaliou que o cenário traçado para a inflação é positivo. No entanto, a instituição apontou que a indefinição sobre reformas e um cenário externo mais desafiador para as economias emergentes, como é o caso do Brasil, podem afetar o comportamento da inflação e, consequentemente, dos juros básicos da economia.

"O cenário externo tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes", afirmou o Banco Central.

Como a Selic afeta o cotidiano?

Uma taxa menor resulta, por exemplo, no barateamento de empréstimos, aumento do consumo, melhora no ambiente de negócios e maior geração de emprego e renda. Há pouco mais de um ano, a Selic estava em 14,25% ao ano, nível considerado alto. Ela só passou a cair a partir das reformas econômicas aplicadas pelo Governo do Brasil, que geraram maior confiança, derrubando a inflação e abrindo espaço para a queda dos juros e a recuperação da economia.

Quando a Selic está muito alta, a tendência é que investidores apliquem seus recursos em empréstimos ao governo, já que os títulos públicos passam a ser mais atraentes. Se ocorre o inverso, os investimentos no setor produtivo ficam mais viáveis, o que contribui para o crescimento da economia.

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