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Banco Central reduz depósito compulsório e injeta R$ 25,7 bilhões na economia

A partir de abril, os bancos terão mais dinheiro para emprestarem. O Banco Central (BC) reduziu de 40% para 25% a parcela do compulsório dos depósitos à vista que as instituições financeiras são obrigadas a recolher à autoridade monetária.

A parcela dos depósitos na poupança rural que deve ser repassada ao BC caiu de 21% para 20%.

Para a poupança comum as demais modalidades de depósito, a alíquota passou de 24,5% para 20%.

De acordo com o BC, a mudança libera R$ 25,7 bilhões no sistema financeiro e faz os compulsórios retornar aos níveis anteriores aos da crise financeira global de 2008.

O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em uma conta no Banco Central e representa uma das ferramentas da autoridade monetária para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia.

Por meio do compulsório, o BC garante que os juros das instituições financeiras estejam alinhados com a taxa Selic – juros básicos da economia. Ao reduzir a alíquota, a autoridade monetária libera mais recursos para serem emprestados.

Segundo o chefe do Departamento de Operações Bancárias do BC, Flávio Túlio Vilela, a redução dos compulsórios pode resultar na diminuição do spread bancário – diferença entre os juros que o banco paga ao investidor que empresta a ele e as taxas cobradas de quem contrai operações de crédito.

"É sempre mais fácil imaginar a redução no spread com os recursos estando diretamente nas instituições [financeiras] e não aqui [retidas no Banco Central].

Estando nas mãos das instituições, elas podem estudar a melhor forma de usar esses recursos e acreditamos que uma parte significativa vai para o mercado de crédito", disse.

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