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Bens bloqueados de André Puccinelli são avaliados em R$ 43 milhões

Os valores dos bens bloqueados do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o dono da Gráfica Alvorada, Micherd Jafar Junior, chegam a cerca de R$ 86 milhões, ou seja, R$ 43 milhões de cada um deles, valores supostamente desviados conforme aponta investigação da Operação Lama Asfáltica.

O pedido já havia sido feito a outros investigados, tanto que já vale para João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Elza Cristina Araújo dos Santos, Ana Paula Amorim Dolzan; Ana Lúcia Amorim, Renata Amorim Agnoletto, Tereza Cristina Pedrossian Cortada Amorim; Edson Giroto, Flávio Henrique Garcia Scricchio, Rachel de Jesus Portela Giroto, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Mariano Mariane de Oliveira, André Luiz Cance, Ana Cristina Pereira da Silva, Evaldo Furrer Matos, Maria Wilma Casanova e Hélio Yudi Komyiama.

Imagem: Arquivo/Nova News

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  • Justiça Federal bloqueia bens de ex-governador André Puccinelli

Bem como para as empresas Ase Participações e Investimentos Ltda; Kamerof Participações Ltda; Proteco Construções Ltda; Agropecuária Baia Participações Ltda; Idalina Patrimonial Ltda; Agropecuária Idalina Participações Ltda; Bosforo Participações Ltda e Raiz Participações Ltda. A reportagem do Midiamax tentou falar com a defesa de Micherd, mas não conseguiu contato. Já Puccinelli (PMDB), não quis se pronunciar sobre o bloqueio de todos os seus bens proferido pela Justiça Federal na noite dessa terça-feira (19). 

 

De acordo com assessoria de imprensa, qualquer dúvida sobre o processo deve ser tirada com a defesa do peemedebista. O advogado Renê Siufi reafirmou que vai entrar com recurso para reverter a situação o mais breve possível, porém não soube precisar data. “Estou examinando ainda. É um processo longo e o recurso tem que estar bem embasado. Ele contou que a decisão partiu da juíza federal Monique Marchiolli Leite, da 3ª Vara Federal Especializada em Crimes de Lavagem de Dinheiro e o bloqueio inclui todos os bens de Puccinelli incluindo carros e dinheiro em conta, devido às investigações da Operação Lama Asfáltica. 

Alvorecer - O ex-governador manteve contratos milionários com a Gráfica Alvorada. Em 2011, ele comprou no local 102 mil exemplares do livro “Tosco”, ao custo de R$ 3,6 milhões. Em outra ocasião, gastou R$ 870 mil sem licitação para comprar livros didáticos. Em 2013, foram dois contratos de R$ 2,2 milhões e de R$ 2,9 milhões para compra de livros.

No fim da gestão de Puccinelli, exatamente no dia 31 de dezembro, foram pagos R$ 13 milhões para a gráfica, por “serviços gráficos prestados”. Durante a Operação Lama Asfáltica, o juiz federal Dalton Igor Kita Conrado ressaltou que o peemedebista foi citado por duas interceptações onde o secretário adjunto da Fazenda, André Luiz Cance, falava sobre a “alvorada e alvorecer”, que seria, segundo a Polícia Federal, referente a contrato com a Gráfica Alvorada, firmado no final da gestão dele.  

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