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Biodiversidade desaparece a velocidade mil vezes mais rápida por causa do homem

O alerta foi dado pela vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que fez um pronunciamento nesta sexta-feira para lembrar o Dia Mundial da Vida Selvagem, observadodia (3).

Organismo internacional chama atenção para os perigos enfrentados pelos grandes felinos. Há apenas um século, havia 100 mil tigres selvagens vivendo na Ásia. Hoje, existem pouco mais de 4 mil.

Intervenções do homem na natureza fazem com que a biodiversidade do planeta desapareça a uma taxa mil vezes mais rápida do que a estimada para um cenário sem a ameaça de atividades humanas.

O alerta é da vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que fez um pronunciamento na sexta-feira para lembrar o Dia Mundial da Vida Selvagem, observado no dia (3).

Entre os problemas por trás da extinção de espécies, estão a destruição e degradação de habitats, as mudanças climáticas, o tráfico ilícito de animais e plantas silvestres e conflitos entre o homem e o meio ambiente.

"Essas causas também estão associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e não podem ser vistas isoladas deles", afirmou Amina.

Como exemplo, a dirigente lembrou o Objetivo de nº 1, que prevê a eliminação da miséria.

"A pobreza pode ser a causa da perda de biodiversidade, como vemos com a caça ilegal e o uso insustentável da terra, incluindo a derrubada e queimada de florestas, o comércio ilegal de madeira e o sobrepastoreio", disse a dirigente.

"A perda da biodiversidade, por sua vez, aumenta a pobreza, uma vez que os ecossistemas se esgotam e se tornam incapazes de sustentar vidas e prover meios de subsistência."

Amina defendeu que a comunidade internacional "tem de trabalhar obstinadamente para aprimorar a conservação da biodiversidade e para eliminar a ingerência, o comércio ilícito, a corrupção e o tráfico".

"É por isso que temos o ODS de nº 15, para proteger, restaurar e promover o uso sustentável de ecossistemas terrestres, administrar sustentavelmente as florestas, combater a desertificação e reverter a degradação da terra", acrescentou.

Grandes felinos em risco

A vice-chefe das Nações Unidas também chamou atenção para os riscos de extinção enfrentados pelos grandes felinos, como os leopardos, onças, jaguares, guepardos, leões e tigres. "Há apenas um século, havia 100 mil tigres selvagens vivendo na Ásia.

Hoje, existem pouco mais de 4 mil", lembrou Amina, que cobrou mais compromisso de países e comunidades pela proteção dessas espécies.

"Os grandes felinos são espécies centrais. Protegê-los também significa proteger os vastos habitats em que eles vivem e a ampla variedade de vida que abrigam", defendeu a dirigente.

"A solução para salvá-los, bem como todas as outras espécies ameaçadas ou em perigo, é a conservação baseada na ciência e no Estado de Direito."

Na avaliação da subsecretária, é necessário um novo paradigma de desenvolvimento, que não considere a conservação da natureza como elemento antagônico ao crescimento econômico.

"As soluções vão além da adoção de leis rigorosas e do estabelecimento de áreas protegidas nacionais. Precisamos de novas formas de parceria entre governos, conservacionistas e comunidades locais para lidar com a conservação da vida silvestre como uma fonte de oportunidades e estabilidade econômica."

Amina concluiu sua declaração enfatizando que a conservação da vida selvagem é uma "responsabilidade compartilhada" e que todos — consumidores, legisladores e gestores políticos e o setor privado — têm um papel a cumprir na proteção do patrimônio natural do planeta.

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