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Brasil acerta protocolo de exportação de material genético para o Equador

O Brasil conquistou mais um importante mercado no segmento de genética. O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acertou protocolo para a comercialização de embriões bovinos in vivo e in vitro para o Equador.

O presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Sérgio Saud, avalia que a nova conquista reafirma a confiança do mercado internacional na tecnologia e qualidade da genética bovina brasileira. "Antes, as exportações para o Equador aconteciam de forma muito pontual e muito burocrática.

Levavam-se meses até que todos os documentos fossem avaliados e aprovados. Com o protocolo, tudo torna-se mais rápido, principalmente no caso de embriões in vivo", destaca ele.

A exportação de embriões bovinos in vitro é relativamente uma novidade no Brasil, tendo iniciado em agosto de 2016.

De acordo com o Mapa, antes dessa data, não havia acordo sanitário para viabilizar esse comércio, que envolve produto de alto valor agregado pela tecnologia empregada.

A formalização de protocolo com o Equador é a primeira fora da América do Sul. Atualmente, o Brasil já vende esses embriões ao Paraguai, à Bolívia, ao Uruguai, à Argentina e para a Colômbia.

De acordo com Saud, o interesse dos equatorianos está, principalmente, no gado leiteiro, em especial Girolando.

"É importante destacar que houve um interesse especial entre os dois países para que o protocolo se concretizasse.

Um sinal de que os equatorianos valorizam e reconhecem a qualidade do material oferecido pelo Brasil", acrescenta Sérgio Saud.

Perspectiva de mercado

A Asbia mantém a previsão de expansão de 5% na comercialização de material genético de gado de corte em 2018, sendo a maior parte demandada pelo mercado interno. Saud destaca que países como Argentina e Uruguai também têm sido bons compradores no segmento.

Já no terreno leiteiro, a expectativa é de que as vendas fiquem estáveis. Os produtores de leite e seus derivados foram muito impactados com a crise econômica dos últimos anos e vêm assistindo suas receitas encolherem vertiginosamente do ano passado para cá.

No front externo, a Bolívia tem sido destaque na importação deste tipo de material genético.

"Os produtores nacionais estão muito temerosos. Estão aguardando uma retomada mais consistente no mercado de leite.

Recentemente houve a percepção de que o cenário poderia melhorar, mas a tendência se reverteu para negativa rapidamente", conta o presidente da Asbia.

Sérgio Said destaca, ainda, que outro segmento que vem crescendo é a exportação de bezerros para o Oriente Médio.

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