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BUENO NETTO e RICARDO SALLES: Polícia pede prisão de três advogados

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Divulgação

A Policia Civil de São Paulo representou pela prisão de três advogados envolvidos com fraudes em dezenas de processos, todas em benefício, segundo a Polícia, do Grupo BUENO NETTO de construção civil, controlado por Adalberto Bueno Netto, Suzana Von Nielander Bueno Netto, Guilherme Von Nielander Bueno Netto e Carlos Alberto Bueno Netto.

Segundo o relatório final do inquérito policial, “se trata de uma associação entre o representado FABRICIO DOS SANTOS GRAVATA, ex-advogado da vítima, com advogados que representam os interesses do grupo BUENO NETTO, parte adversa da vítima em vários litígios judiciais. Os advogados envolvidos na cooptação de FABRICIO seriam, entre outros ANTONIO VELLOSO CARNEIRO, BRUNNA CALIL ALVES CARNEIRO. GABRIEL ATLAS UCCI, RICARDO DE AQUINO SALLES e os representados MARIO LORIVAL e WILLIAM são os operadores de FABRICIO, pagos para representar FABRICIO nos processos e sempre atendendo os interesses processuais dos quatro primeiros advogados acima citados, que representam partes adversas das vítimas nos processos, em especial, o GRUPO BUENO NETTO.”

Conforme os pedidos de prisões preventivas, “consta que em 2012, quando era ainda advogado da vítima, FABRICIO foi cooptado por advogados que representam os interesses do grupo BUENO NETTO, e então iniciaram- se uma série de crimes praticados contra o noticiante, sua empresa, e demais vítimas, com o intuito de beneficiar o grupo BUENO NETTO nas ações judiciais, além de locupletar-se em detrimento patrimonial da vítima, ao meio de litígios notórios e milionários com as empresas e família da vítima, que é idosa, com gravidade e intensidade crescente após Fabricio dos Santos Gravata, no primeiro semestre de 2016, que alegou ter ficado cego, e ainda teria contraído meningite e HIV.”

Segundo as investigações e o relatório policial final, o Grupo BUENO NETTO descobriu que o advogado Fabrício dos Santos Gravata estaria “cego”, “surdo”, com “HIV” e meningite, o contratando para forjar provas e revelações de segredos contra seus ex-constiuintes: “Diante do suposto grave estado de saúde de Fabricio dos Santos Gravata e seu desespero, percebeu-se que havia uma oportunidade de utilizá-lo para tumultuar e criar provas falsas em dezenas de processos, em fraudes que visam obter R$ 250 milhões em vantagem ilícita para a Bueno Netto e em R$ 50 milhões em honorários indevidos para os advogados envolvidos.”

Informações retidas da ação penal 1026825-72.2017.8.26.0032, tendo como Réus Guilherme Lobo Marchioni, Ricardo de Aquino Salles, Michele Ike Santos Guerra, Eduardo de Oliveira Gomes Dias, Gabriel Atlas Ucci, Maria Luiza Gorga, Barbara Lyrio do Valle, Cleinaldo Simões Gomes, Paulo Henrique dos Santos Lucon, Carlos Alberto Bueno Netto, Guilherme Von Nielander Bueno Netto, Adalberto Bueno Netto, Fernando Augusto Fernandes, William Douglas Lira de Oliveira, Mario Lorival de Oliveira Garcia, Fabrício dos Santos Gravata, Brunna Calil Alves Carneiro e Antônio Velloso Carneiro.

No curso do inquérito policial, o Ministério Pública opinou por buscas e apreensões de celulares, computadores, tokens e arquivos sobre o esquema na sede do Grupo BUENO NETTO e nos escritórios dos advogados Ricardo de Aquino Salles, Gabriel Atlas Ucci, William Douglas Lira de Oliveira, Mario Lorival de Oliveira Garcia, Fabrício dos Santos Gravata, Brunna Calil Alves Carneiro e Antônio Velloso Carneiro.

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