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CLEINALDO SIMÕES: TJSP confirma condenação cível por falso testemunho

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Divulgação

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação do assessor de imprensa CLEINALDO SIMÕES por falso testemunho, onde deverá indenizar a vítima EDUARDO BOTTURA pelos danos sofridos.

A 3ª. Câmara de Direito Privado acompanhou o voto da Desembargadora MARCIA DALLA DÉA BARONE, em julgamento com a participação dos Desembargadores DONEGÁ MORANDINI e CARLOS ALBERTO DE SALLES.

Segundo o acórdão do TJESP, CLEINALDO SIMÕES forjou um testemunho falso em um inquérito policial declarando fatos inexistentes que nunca viu e contra pessoa que sequer conhece:

“O postulante demonstrou, com documentos, que o requerido prestou o depoimento nos autos de inquérito policial, que foi arquivado. Afirmou que os fatos narrados pelo requerido naquela oportunidade eram falsos e asseverou que nunca teve contato pessoal com o requerido que permitisse ao mesmo descrever sua conduta como ameaçadora. (...) Assim, não tendo o requerido demonstrado sequer que teve contato pessoal com o autor quando narrou que presenciou condutas ameaçadoras dele em relação à ex esposa e familiares, possível concluir que o depoimento prestado pelo requerido continha inverdades e ao que tudo indica pretendia apenas dar guarida à versão apresentada pela suposta vítima (já que o inquérito policial foi arquivado).”

Essa é a sentença ou acórdão de número 121 condenando CLEINALDO SIMÕES e seus associados, direta ou indiretamente, por ofensas e atos ilícitos contra EDUARDO BOTTURA.

Na mesma semana, foi pedida a prisão preventiva de três advogados envolvidos nos ilícitos.

Segundo o Delegado de Polícia, tudo faz parta do esquema “CLEINALDO SIMÕES”:

"46. Consta ainda que a prática de forjar fatos e documentos contra a vítima e sua família não é nova, conforme diversas sentenças judiciais, como uma condenando CLEINALDO SIMÕES GOMES, o assessor de imprensa da BUENO NETTO a indenizar Luiz Eduardo pela mesma prática de forjar depoimentos para ensejar dossies falsos antes de contratar FABRÍCIO.

47. Tudo isso corrobora a conclusão de que FABRICIO foi "contratado" para dar continuidade a uma conduta reiterada que já é objeto de diversas decisões judiciais, sendo utilizado para continuar campanha de ataque à honra e à credibilidade das vítimas e suas empresas em juízo, o que já ocorre desde 2007."

O MPE opinou pela relação de busca e apreensões em seis escritórios de advocacia envolvidos nas fraudes e na sede do Grupo BUENO NETTO, contratante de CLEINALDO SIMÕES.

Sobre o caso, afirmou Eduardo Bottura: “o caso é tão grave, que já há liminares, do Tribunal, proibindo advogados de juntarem documentos em processos.”

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