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Desastre em Minas Gerais acende alerta e barragens de MS passarão por nova vistoria

Imasul vai verificar condições de barragens na próxima semana

Segundo reportagem do Jornal Midiamax, de Campo Grande, o desastre natural causado pelo rompimento de barragem da Vale na cidade de Brumadinho (MG), reacendeu a preocupação quanto as condições dos depósitos de rejeitos em Mato Grosso do Sul. A partir da próxima semana, as barragens passarão por nova rodada de vistoria feita pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

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Rompimento de barragem em Minas Gerais deixou dezenas de mortos e centenas de pessoas continuam desaparecidas - Imagem: Reprodução / Record TV

A publicação informa que, direto de Brasília, onde cumpre agenda com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o titular da Semagro, Jaime Verruck lembrou que, há dois anos, pouco tempo após o desastre ambiental de Mariana (MG), que as barragens do estado foram amplamente vistoriadas, mas nenhum risco de rompimento foi detectado.

Ao site Midiamax, Veruck garantiu que, a partir de orientação do DNPM (departamento Nacional de Produção Mineral), as barragens são rotineiramente monitoradas pela equipe de gerência de recursos hídricos do Imasul, ligado a pasta. As novas vistorias serão realizadas, a partir da próxima terça-feira (29) em conjunto por equipes da Semagro, Imasul, Crea, Ibama e Vale.

Corumbá

Levantamento feito pelo DNPN em 2015, órgão responsável pela fiscalização de barragens de mineração no Brasil, revelou que duas barragens localizadas em Corumbá – distante 425 km de Campo Grande – receberam classificação de risco A (alto risco). Elas também são controladas pela Vale – que administra a Urucun Mineração.

Eventual rompimento dos reservatórios afetaria a vida de milhares de moradores da Cidade Branca, Ladário e região – sem contar impagável dano ambiental e comprometimento do Pantanal.

Arsênio, substância tóxica encontrada nos rejeitos, é altamente tóxico, segundo análise feita à época pelo Centro de Tecnologia Mineral do Ministério da Tecnologia.

“No Mato Grosso do Sul vemos 16 barragens com DPA alto, potencialmente afetando o pantanal mato-grossense, porque essas barragens estão todas em Corumbá. Das 17 barragens do Pantanal, apenas uma não tem DPA alto, enquanto todas as outras 16 têm DPA alto”, comentou o procurador da república, Túlio Fávaro Beggiato, em 2015.

O ‘DPA’ a que se refere o procurador implica alto Dano Potencial Associado, categoria em que estava a barragem de fundão em Mariana, também controlado pelo grupo Vale e pela BHP Billiton. (*As informações são do Midiamax).

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