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Doenças crônicas são responsáveis por 63% de todas as mortes no mundo

Em congresso de gestores e especialistas da América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou, no Rio Grande do Sul, que as doenças crônicas matam 36 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Número de falecimentos equivale a 63% de todas as mortes registradas anualmente. As mais fatais dessas enfermidades são as doenças cardiovasculares e o acidente vascular cerebral (AVC).

"Se reduzirmos a mortalidade por doença cardíaca isquêmica e acidente vascular cerebral em 10%, reduziremos as perdas econômicas em ao menos 25 bilhões de dólares por ano, o que é três vezes maior que o investimento necessário para medidas de prevenção e controle", disse a coordenadora de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS no Brasil, Katia Campos.

A especialista representou a agência regional da ONU no XXI Congresso Ibero-americano de Doenças Cerebrovasculares e no Encontro Ministerial Latino-americano de AVC.

Evento reúne pesquisadores, clínicos e decisores políticos até sábado na cidade gaúcha de Gramado.

"As doenças crônicas são de longe a principal causa de morte no mundo, representando 63% de todas as mortes anuais.

Essas enfermidades, principalmente o câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, tiram a vida de 36 milhões de pessoas a cada ano", acrescentou Katia.

As doenças cardiovasculares e o AVC foram responsáveis por tirar a vida de 17,7 milhões de pessoas no mundo — o que representa 31% de todas as mortes em nível global.

Os principais fatores de risco para essas patologias são dietas inadequadas, sedentarismo, uso de tabaco e consumo nocivo de álcool.

As consequências desses tipos de comportamento podem se manifestar em indivíduos por meio de pressão arterial elevada, glicemia alta, hiperlipidemia, sobrepeso e obesidade.

A OPAS aponta uma série de medidas que têm se mostrado eficazes na redução do risco de doenças crônicas.

Ações de prevenção incluem a interrupção do tabagismo, a diminuição do sal na dieta, o consumo de frutas e vegetais, a prática de atividades físicas regulares e o uso não nocivo do álcool.

O tratamento medicamentoso da diabetes, hipertensão e hiperlipidemia também podem ser intervenções necessárias para diminuir riscos cardiovasculares e evitar ataques cardíacos e AVCs.

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