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Empreendedores do Centro-Oeste receberam aporte federal de R$ 7,7 bi em 2017

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) destinou em 2017 mais de R$ 7,7 bilhões para investimentos em atividades produtivas que estão aquecendo a economia e gerando emprego e renda na região.

O resultado, recorde na história do FCO, é 79% maior em relação a 2016, quando foram aplicados R$ 4,3 bilhões. Os dados ainda são preliminares e não contabilizam a última semana de dezembro.

A iniciativa, administrada pelo Ministério da Integração Nacional, facilita o acesso ao crédito para empreendedores, desde o pequeno agricultor familiar a grandes empresas.

São linhas de financiamento para setores diversos e condições bastante diferenciadas em relação ao mercado, inclusive com taxas de juros mais baixas a partir deste mês de janeiro. Mais R$ 9,6 bilhões estão disponíveis para investimentos em 2018.

A região se destaca, tradicionalmente, pelo volume de investimentos no agronegócio. Em 2017, foram mais de R$ 6 bilhões em recursos do FCO para quase 37 mil operações de crédito no setor rural, com destaque para o estado de Goiás, que liderou as movimentações e valores contratados nesta área - R$ 2,3 bilhões e mais de 17 mil financiamentos.

Em seguida veio o Mato Grosso, com cerca de R$ 2 bilhões disponibilizados e mais de 11 mil operações para atividades rurais.

Para este ano, o valor programado de R$ 9,6 bilhões do FCO está dividido da seguinte forma: R$ 2,7 bilhões para Goiás e o mesmo valor para o Mato Grosso; R$ 2,2 bilhões para o Mato Grosso do Sul e R$ 1,8 bilhão para o Distrito Federal.

Pela primeira vez, os recursos também vão estimular a educação: serão destinados R$ 190 milhões do Fundo para apoiar os estudos de alunos do ensino superior em 2018. Leia mais.

Novidades para ampliação do crédito

No ano passado, um novo pacote de regras foi aprovado para impulsionar o acesso ao crédito e estimular atividades produtivas no Centro-Oeste.

Por meio do FCO, o valor limite de financiamentos para operações de custeio e capital de giro, usado para aquisições de estoque e despesas operacionais, foi elevado em 50%, apoiando setores como o industrial, agroindustrial, mineral, turístico, comercial e de serviços, dentre outros.

E uma medida beneficiou especialmente o setor pecuário, ao dobrar o limite de crédito usado para a aquisição de bovinos. Leia mais.

Como acessar

Os interessados devem procurar o Banco do Brasil, operador do crédito na região. Os financiamentos do FCO, embora atendam também a grandes projetos, priorizam empreendedores de médio e pequeno porte.

Possibilitam empréstimos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração - aluguel, folha de pagamento, despesas com água, energia e telefone.

Obter o recurso é simples e as condições são facilitadas, até mesmo com prazos de carência mais amplos.

Administrados pelo Ministério da Integração, os fundos constitucionais atendem também as regiões Norte (FNO) e Nordeste (FNE).

Os recursos disponíveis a cada ano correspondem a 3% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Do total, são destinados 1,8% ao FNE, 0,6% ao FNO e mais 0,6% ao FCO.

Além disso, o orçamento também é composto do retorno das aplicações de cada Fundo, do resultado da remuneração dos valores momentaneamente não utilizados e da disponibilidade de exercícios anteriores.

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