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Especialistas destacam importância da prevenção do câncer de intestino

Deputados e especialistas destacaram, na terça-feira (27), a importância da prevenção do câncer de intestino.

Diferentemente de outros tipos de tumor, o de intestino começa com o aparecimento de pólipos, que podem ser facilmente retirados com a realização de uma colonoscopia, mas, como não há sintomas, normalmente essas lesões passam desapercebidas por médicos e pacientes.

O tema foi discutido em seminário realizado na Câmara dos Deputados pela Frente Parlamentar de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer. O evento ocorreu justamente no Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino (27 de março).

A presidente da frente, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), ressaltou que o câncer de intestino tem aumentado sua incidência na população brasileira e, por isso, é necessário investir em prevenção.

"Precisamos despertar nos profissionais a importância do cuidado integral do paciente e despertar nos pacientes a relevância de saber seu histórico familiar", disse.

"Um desconforto abdominal não investigado no tempo adequado pode se transformar em um câncer colorretal", alertou Zanotto.

Rastreamento

A representante da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), Carmen Manzione, informou que, em 2018, mais de 36 mil brasileiros devem ser diagnosticados com a enfermidade.

Segundo ela, no entanto, esses números podem diminuir com a realização de exames de rastreamento para pacientes a partir de 50 anos de idade.

"Hoje é o terceiro câncer mais frequente no País, só perde para o de próstata e o de mama. O mais difícil de aceitar é que metade desses 36 mil novos doentes estarão mortos daqui a cinco anos, mesmo com todo o avanço dos tratamentos. Por isso, há a necessidade da prevenção e do rastreamento dos pacientes", argumentou.

Por se assintomático no início, o câncer de intestino costuma ser fatal em 50% dos casos. Já se houver um diagnóstico precoce, a chance de sobrevivência aumenta para 90%.

Conscientização

O representante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Luciano dos Santos, defendeu a realização de campanhas educativas para que a população possa adotar condutas preventivas em relação ao câncer de intestino.

"Se a gente gastar mais energia na prevenção, por meio do acesso à informação, nosso problema com o tratamento vai ser cada vez menor", comentou.

Os especialistas presentes ao debate salientaram que alimentação saudável, ingestão de líquidos, atividade físicas e não fumar são hábitos que podem reduzir as chances de desenvolver câncer de intestino.

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