Publicado em 15/04/2016 às 10:40, Atualizado em 26/04/2017 às 16:09

Ex-xerife da base santista, zagueiro de Nova Andradina se inspira em Lucas Lima para deslanchar 

Nova-andradinense Ricardo Duarte já disputou a Liga dos Campeões da CONCACAF e foi cotado na MLS 

, Santi Comunicação

Xerife da base do Santos na segunda metade dos anos 2000, o zagueiro Ricardo Duarte, natural de Nova Andradina, busca deslanchar no futebol. Aos 27 anos, a idade talvez possa ser considerada avançada para quem pretende se projetar dentro das quatro linhas, mas não parece desanimar o beque que procurou usar o exemplo de Lucas Lima para se motivar. 

Lima teve sua consolidação em 2015, então com 25 anos, justamente no Peixe, quando colecionou boas atuações com o título do Campeonato Paulista, no vice-campeonato da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, além de constantes convocações para a Seleção. A trajetória é o exemplo visado por Ricardo. 

Assim como o camisa 20 do Santos, que antes de ir para a Baixada vestiu os escudos do Rio Preto, América, Inter de Limeira, Internacional e Sport, Ricardo Duarte exalta a experiência adquirida em diversas equipes. “Tive o prazer de disputar campeonatos em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e fora do País. Isso me fez crescer muito”, diz. 
Ricardo Duarte tem contrato com Penapolense até maio deste ano (Imagem: Arquivo pessoal )
Base 

Na base do Peixe, Ricardo Duarte foi um dos destaques do time bicampeão do Campeonato Paulista Sub-20 em 2007 e 2008. O elenco também contava com os meias Paulo Henrique Ganso e Wesley (ambos no São Paulo) e o atacante André (no Corinthians).

“Trabalhei com muitos atletas que hoje são destaques no mundo, como é o caso do Neymar, do Robinho, Ganso, o goleiro Rafael, dentre outros. A maioria cresceu comigo tanto profissionalmente, quanto pessoa. Tive uma vida dentro do Santos que me formou não só como atleta, mas para ser uma pessoa de caráter”, frisa. 

Retomar espaço 

Atualmente no Penapolense, time que disputará a Série A2 do Campeonato Paulista em 2016, Ricardo destaca o momento: “é como uma vitrine para mim e vou abraçar essa oportunidade com todas as forças, para realizar mais um sonho na minha vida, que é jogar num time grande do Brasil ou ir para fora do País de novo”. 

A experiência no exterior citada por Ricardo diz respeito à passagem pelo Cartaginés, da Costa Rica, cuja seleção surpreendeu a todos na última Copa do Mundo. O zagueiro defendeu a equipe na temporada 2013/2014. 

O Cartaginés é o clube mais antigo em atividade no país, desde 1906. Restrita à apenas dois times na Liga dos Campeões da CONCACAF, a Costa Rica teve o Cartaginés como um dos seus representantes. “Fui para ser uma grande aposta do time. Logo quando cheguei, fui recebido por vários repórteres. Aquilo me surpreendeu muito”, relembra Ricardo. 

As atuações do beque fizeram a Major League Soccer (MLS) voltar os olhos para o brasileiro que, por pouco não migrou para o principal campeonato de futebol dos Estados Unidos e do Canadá, onde hoje atuam jogadores consagrados como Kaká, Pirlo, Lampard, dentre outros.
 “Pretendia ficar por lá, tinha contrato de um ano, mas infelizmente tive uma lesão que me fez voltar para o Brasil, para ter mais suporte para minha recuperação. Não esperava retornar assim, pois a Costa Rica era uma ponte para a MLS”, revela.