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Garota de Batayporã, que luta contra leucemia na Capital, recebeu alta

Além de enfrentar a doença, Alícia Bezerra Nogueira, precisou vencer uma infecção causada pela bactéria Candida Tropicalis 

Pais de Alícia Bezerra Nogueira comemoram saída da unidade hospitalar - Foto: Redes Sociais 

No mês de junho deste ano, o Nova News mostrou o drama da garotinha Alícia Bezerra Nogueira, na época, com três anos e 11 meses, vítima de leucemia, um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos do sangue e que começa na medula óssea. Naquela ocasião, o pai da criança, Emerson Nogueira, de 31 anos, a mãe, Deize Bezerra, que são moradores em Batayporã, disseram que estavam com a criança internada no Hospital Regional de Campo Grande, fazia cerca de dois meses, onde ela recebia tratamento através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nas palavras de Émerson, o drama da família havia começado há cerca de dois meses e meio, quando a criança começou a ter a saúde abalada. “Minha filha começou a ter vários sintomas, a ficar com a saúde fragilizada, então começamos a realizar consultas médicas e baterias de exames, até que a leucemia foi diagnosticada e viemos para a Capital em busca de tratamento adequado”, explicou ele naquela ocasião. No primeiro momento, o drama da família era conseguir sangue, uma vez que a menina necessitava de constantes transfusões para se manter viva.

 

Mãe e filha juntas - Foto : Redes Sociais

Pelas redes sociais e diversos meios de comunicação, uma campanha de doação de sangue foi organizada para ajudar Alícia Bezerra Nogueira a suportar o tratamento e evencer a doença. 

 

Além disso, correntes de oração na comunidade católica da cidade de Batayporã, onde a família mora, foram organizadas, sempre com objetivo de entregar a vida da criança nas mãos de Deus e pedir, através da fé, a cura a garotinha.

 

Nas palavras dos parentes e amigos, Alícia tem uma vida inteira pela frente e não poderia ser vencida pela leucemia que, apesar de ser uma doença grave, tem tratamento. "Não iremos, de forma alguma, parar de orar por ela", dizem os familiares.

Na manhã desta quinta-feira (10), o Nova News manteve novo contato com a pai da criança e obteve a informação de que a garota recebeu alta médica e se recupera bem. Segundo Emerson, Alícia passou por uma cirurgia para a retirada do baço, ficando por 30 dias no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Ela também foi submetida a tratamento de quimioterapia. 

 

“Apesar de ela ter recebido alta médica no dia 26 de agosto, ainda estamos hospedados em uma casa provisória, em Campo Grande, porque minha filha precisa retornar ao hospital três vezes por semana para receber medicações, mas posso assegurar que a recuperação dela está ocorrendo de forma muito satisfatória”, explica o pai.

 

Questionado sobre como a garotinha reagiu com a queda dos cabelos em decorrência da quimioterapia, Emerson Nogueira explicou que ela enfrentou a situação de forma tranquila. “Explicamos para ela que o cabelo iria cair, mas que nasceria novamente. Além disso, eu raspei a minha cabeça também para me unir ainda mais a ela neste momento tão delicado e transmitir forças à minha princesa. Usamos até as redes sociais para descontrair um pouco. Em uma das postagens eu disse que nem todas as princesas usavam coroas, mas que algumas usavam lenços”, conta o pai da criança.

Pai raspou cabeça para se unir mais à filha no momento delicado enfrentado por ela - Redes Sociais 

O pai de Alícia conta que, além de lutar contra a leucemia, a filha precisou enfrentar outro grande desafio, uma vez que, durante o tratamento, ela contraiu uma severa infecção causada pela bactéria Candida Tropicalis. “Minha filha é um milagre vivo, pois é raríssimo uma criança sobreviver a este tipo bactéria, mas a Alícia está vencendo. Tanto por conta da leucemia, quanto da bactéria, ainda deve haver cerca de dois anos de tratamento pela frente, mas ela está se recuperando bem, já recebeu alta médica e isso é a certeza de que Deus está ouvindo as orações de todos”, disse Emerson. 

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Os pais de Alícia aproveitaram o contato da reportagem para agradecer as orações e o apoio de todas as pessoas que, segundo eles, não mediram esforços para que a criança volte, aos poucos, a se recuperar e retomar as atividades do dia a dia. "Sabemos que a luta ainda é grande, mas Deus é muito maior e sempre estará conosco em todos os momentos do tratamento", finalizou Emerson. 

Segundo a família, fé e otimismo são as receitas para se vencer os desafios - Foto: Redes Sociais

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