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Marina sinaliza ao PSB que aceita ser candidata

A ex-senadora Marina Silva deu aval nesta sexta-feira (15) ao comando do PSB para realizar uma consulta interna no partido sobre sua entrada na disputa à Presidência da República em substituição ao ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira. Nesta sexta, lideranças do PSB estiveram na casa de Marina, em São Paulo, para uma visita informal. O partido agendou uma reunião para oficializar o futuro da sigla na próxima quarta-feira, em Brasília.

Embora não tenha afirmado taxativamente que quer encabeçar a chapa, Marina deu o sinal mais claro até agora de que está disposta a entrar na corrida eleitoral. Desde quarta-feira, ela tem dito que não fará nenhum anúncio até que o corpo de Campos seja enterrado, no domingo, em Recife. Amiga da família do ex-governador, ela irá a Recife amanhã para o velório.

A comitiva enviada à casa de Marina foi capitaneada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, a deputada Luiza Erundina (SP), o secretário-geral da sigla, Carlos Siqueira, e Walter Feldman, conselheiro da ex-senadora e responsável pela "ponte" entre o PSB e militantes da Rede Sustentabilidade.

Na rápida conversa, Marina autorizou o partido a realizar uma consulta interna sobre o apoio à sua candidatura – e ouviu do grupo que as lideranças majoritárias já manifestaram apoio a ela como "o caminho natural". Segundo aliados da ex-senadora, ela só aceitará a candidatura se seu nome for aclamado pelo partido. Além disso, faz questão de fechar questão antes com os dirigentes de sua Rede. 

 

O principal temor de Marina é que os já complicados arranjos nos palanques estaduais se deteriorem. Nas últimas 24 horas, lideranças regionais do PSB, partido que durante anos orbitou os governos Lula e Dilma Rousseff, foram procuradas por petistas numa tentativa de reaproximação.

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