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Mesmo se virar réu, Cunha diz que permanece na presidência da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a afirmar nesta quinta-feira (3) que, mesmo que se torne réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo suposto recebimento de propina no esquema de corrupção que atuava na Petrobras, ele pretende permanecer no comando da Casa.

Nesta quarta-feira (3), a maioria dos ministros do Supremo decidiu aceitar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o peemedebista. Entre as acusações, está o suposto recebimento pelo deputado de US$ 5 milhões de propina de fornecedores da estatal do petróleo. Cunha nega as acusações.

"Efetivamente, eu tenho o exercício da função e continuarei exercendo", enfatizou Cunha a repórteres ao deixar o plenário da Câmara no início da tarde desta quinta.

O presidente da Câmara argumentou ainda que não há provas contra ele e que está "absolutamente tranquilo" em relação ao caso. O peemedebista tem repetido que a aceitação da denúncia contra ele não significa condenação.

"Os elementos de prova que têm lá não existem. Serão facilmente comprovados por mim, no seu momento oportuno, pelos advogados, pelas defesas que serão feitas. Eu estou absolutamente tranquilo", complementou Cunha.

Indagado sobre o pedido apresentado ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para tentar afastá-lo do comando da Câmara, Cunha classificou a iniciativa de "absurdo".

"Com relação ao outro ponto que vier a ser julgado, juridicamente, constitucionalmente, regimentalmente, aquilo é um absurdo tão grande que eu tenho a certeza absoluta de que não tem a menor condição de ser acolhida. Então meus advogados apresentaram a defesa e eles vão julgar", sustentou.

O presidente da Câmara rebateu ainda os discursos inflamados contra ele na tribuna do plenário e destacou que não interferem no seu posicionamento.

"A minha posição não altera um milímetro em função. Não tem nada de clima inviável [na Câmara]. Eu não estou preocupado", afirmou.

Na noite de quarta, deputados de diversos partidos, incluindo os líderes do PSDB, PPS, PSOL e Rede, se revezaram no microfone para pedir o afastamento do peemedebista.

Ele rebateu ainda a cobrança de parte dos parlamentares para que se manifeste em plenário sobre as acusações que pesam contra ele. "Não vou fazer o jogo dos meus adversários", afirmou. Cunha disse que, para se dirigir à opinião pública, usava a imprensa.

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