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Ministério da Saúde aumenta em 33% a produção de doses de vacina para gripe a partir de 2019

Como forma de ampliar o número de idosos e crianças vacinadas no Brasil, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, garantiu que o Instituto Butantan aumentará a produção de 60 milhões para 80 milhões de doses de vacinas anuais da gripe a partir de 2019, em parceria com o governo federal. A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe de 2018 permanece até o dia 15 de junho, depois de prorrogada por 15 dias devido à paralisação dos caminhoneiros. “Mesmo com a produção de vacinas, ainda temos que lidar com a baixa presença da população nas campanhas para aumentar a cobertura do público-alvo”, comentou Occhi.

Telemedicina

O aumento da oferta de vacinas concilia com a demanda da área de acompanhar o envelhecimento da população, visão de CEOs de empresas farmacêutica, hospitalar e de seguros de saúde durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018. Para os presentes no painel sobre Investimentos no Setor da Saúde, o setor deve se aliar às novas tecnologias de telecomunicações.

Uma delas é a telemedicina, uma oportunidade de prover uma saúde clínica ao idoso a distância. “Medicação, avaliação e outras atividades podem ser realizadas em home care, evitando que os pacientes sofram com possíveis infecções hospitalares”, afirmou o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner. O desafio, como ele aponta, é criar um ambiente regulatório favorável para essas inovações e lidar com a resistência do corporativismo médico a essas novas tecnologias. Klajner também citou o sucesso do hospital Albert Eistein no uso de Big Data e algoritmos para reduzir o tempo de espera e de atendimento dos pacientes.

Leonardo Framil, CEO da Accenture Brasil, acredita que o Sistema Único de Saúde (SUS) irá avançar bastante caso sejam aplicadas boas práticas do setor de saúde privado. “O governo como cliente dá escala a qualquer inovação por sua ampla cobertura. São resultados que impactam”, comentou. O momento é propício para isso, segundo o CEO: os custos para inovar estão cada vez mais baratos, uma combinação de tecnologias está amadurecendo ao mesmo tempo e criando uma nova linguagem e há uma disponibilidade mundial de capital.

Além das atividades da campanha de vacinação, o ministério da Saúde também está nas últimas fases para definir a parceria com setores-chave do ramo alimentício para a redução de açúcar e sal nos produtos industrializados. O principal objetivo é reduzir o consumo diário da população a esses alimentos, que aumentam o risco de condições como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e obesidade.

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