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MP investiga contas da CPI da Saúde que passou por Nova Andradina

Segundo o jornal Correio do Estado, o Ministério Público Estadual (MPE-MS) abriu procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades nas contas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instaurada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que teve como presidente o deputado estadual Amarildo Cruz.

O procedimento foi aberto pelo promotor de Justiça Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, após denúncia do também deputado estadual Marquinhos Trad.

CPI foi criada para investigar investimento de recursos públicos na Saúde do Estado (Foto: Divulgação)

Conforme ofício encaminhado pelo promotor ao presidente da CPI da Saúde, o valor gasto nos trabalhos, de R$ 350 mil, foi considerado alto. Ainda para justificar a instauração do procedimento preparatório, Capiberibe considera que não foi apresentado o documento detalhado sobre os gastos da CPI, como solicitado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. O promotor ainda questiona a contratação de pessoal para a realização dos trabalhos da CPI. Entre os resultados da investigação está a constatação de falhas em um sistema de gestão da saúde da Capital, que custou R$ 10 milhões.

Nova Andradina

Em Nova Andradina, que recebeu a CPI no dia 28 de agosto de 2013, os principais problemas constatados pelos deputados estaduais foram a ausência de um setor especializado de hemodiálise e o alto custo gasto pelo município com viagens para levar pacientes para outras localidades. As dificuldades foram apontadas pelo Secretário Municipal de Saúde, Sílvio Carlos Senhorini, durante seu depoimento à CPI da Saúde em MS. 

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Na ocasião, o secretário reclamou dos recursos repassados pelo governo e, em suas palavras, os preços praticados pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) são impraticáveis e, em alguns casos, é necessário o valor de duas tabelas por um único procedimento. 

 

"A defasagem da tabela, impõem que tal prática ocorra, do contrário, o paciente ficaria sem um exame", exemplificou. Durante a oitiva, o segundo a ocupar a cadeira para responder os questionamentos foi ex-secretário de Saúde e atual assessor da Assembleia Legislativa lotado no gabinete da deputada Dione Hashioka, José Carlos Paiva Souza, o Tito. 

Com muita propriedade, ele cobrou dos deputados presentes, mudanças em questões internas nos trâmites de como lidar com os recursos disponíveis. Também acusou a Secretaria Estadual de Saúde de bloquear ou dificultar ao máximo a implantação de um centro de oftalmologia em Nova Andradina.

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