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Mundo interconectado exige mudança na formação dos professores

Em São Paulo, a UNESCO reuniu especialistas da América Latina e Caribe para debater como a formação dos professores pode promover, entre os seus alunos, a cidadania, a inclusão e o aprendizado de habilidades fundamentais no século XXI.

Em evento, a agência da ONU defendeu reformas em defesa da diversidade e do pensamento crítico.

Para o coordenador interino da Estratégia Regional sobre Docentes da UNESCO, Atilio Pizarro, as metas de educação do organismo internacional para 2030 preveem não apenas a aquisição de competências profissionais ou técnicas, mas também a aprendizagem para o mundo plural, interdependente, cada vez mais interconectado.

"Este cenário nos obriga a repensar a formação docente e as práticas pedagógicas, em um espectro mais amplo de expectativas dos alunos", disse o especialista.

A coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil, Rebeca Otero, acredita que é essencial trazer para o debate o processo de capacitação dos professores, considerado um fator-chave na qualidade do ensino.

"A crise de aprendizagem que vivemos hoje nos força a direcionar nossos olhares, a curto prazo, para melhorar os resultados educacionais.

No entanto, a nova Agenda 2030 nos faz olhar a longo prazo, reforçando a necessidade de prepararmos nossos estudantes para a sociedade do conhecimento", avaliou Rebeca.

Segundo a analista, docentes devem ser capazes de estimular os alunos a adotar hábitos sustentáveis. Outro elemento importante do ensino formal é garantir que, no futuro, os estudantes participem da sociedade como cidadãos, "de forma autônoma, crítica e criativa".

Realizado pela UNESCO no Brasil e por seu Escritório Regional de Educação para a América Latina e Caribe, o evento em São Paulo teve o apoio do Ministério da Educação (MEC).

Os dias de debate terão como resultado orientações técnicas para a formulação de políticas sobre o papel e a preparação dos educadores.

De 24 a 26 de julho, ministros da Educação da América Latina e Caribe vão se encontrar em Cochabamba, na Bolívia, para discutir novas diretrizes regionais sobre o tema.

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