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OMS descarta pólio como causa de paralisia em criança venezuelana

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disse na sexta-feira (15) que a pólio não está entre as causas da paralisia de uma criança de 2 anos e 10 meses, moradora de uma comunidade indígena na região do Delta Amacuro, na Venezuela.

Segundo a agência da ONU, testes laboratoriais confirmaram que os sintomas de paralisia flácida aguda na criança não estão associados ao poliovírus selvagem ou derivado da vacina.

A criança está sendo avaliada clinicamente para estabelecer as causas alternativas da paralisia.

A OPAS pede que os países mantenham uma forte vigilância, juntamente com uma alta cobertura de vacinação contra a poliomielite em todas as comunidades, a fim de minimizar o risco e as consequências de qualquer eventual reintrodução ou reaparecimento do poliovírus.

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disse na sexta-feira (15) que a pólio não está entre as causas da paralisia de uma criança de 2 anos e 10 meses, moradora de uma comunidade indígena na região do Delta Amacuro, na Venezuela.

Segundo a agência da ONU, testes laboratoriais confirmaram que os sintomas de paralisia flácida aguda na criança não estão associados ao poliovírus selvagem ou derivado da vacina.

O poliovírus derivado da vacina é um vírus Sabin com mutações genéticas que lhe conferem a capacidade de produzir a doença. Não há risco de disseminação para a comunidade ou surtos de poliomielite neste caso.

Uma atualização epidemiológica da OPAS relatou que a criança apresentou sintomas de paralisia flácida aguda (PFA) em 29 de abril, em uma comunidade com baixa cobertura de vacinação no delta do Orinoco, estado Delta Amacuro, na Venezuela. Um vírus de pólio Sabin tipo 3 havia sido isolado inicialmente de amostras de fezes da criança.

A presença desse vírus foi confirmada pelo laboratório de referência mundial. O isolamento do poliovírus Sabin tipo 3 é possível em crianças e comunidades imunizadas com a vacina oral bivalente contra a poliomielite, que contém cepas de Sabin tipo 1 e tipo 3 atenuadas (inativadas).

Segundo a OPAS/OMS, diversas causas e doenças podem levar à paralisia flácida aguda, sendo o poliovírus apenas uma delas.

Em casos raros, o vírus da vacina pode estar associado à paralisia. Como parte dos esforços globais de vigilância da pólio, mais de 100 mil casos de PFA são detectados e investigados em todo o mundo a cada ano.

A criança está sendo avaliada clinicamente para estabelecer as causas alternativas da paralisia. A classificação final do caso de paralisia flácida aguda (para definir se está ou não associada à vacina) será baseada em critérios clínicos e virológicos, bem como monitoramento dos primeiros 60 dias após o início da paralisia.

A OPAS pede que os países mantenham uma forte vigilância, juntamente com uma alta cobertura de vacinação contra a poliomielite em todas as comunidades, a fim de minimizar o risco e as consequências de qualquer eventual reintrodução ou reaparecimento do poliovírus.

O organismo internacional e os parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio continuarão apoiando as autoridades locais e nacionais de saúde pública nesses esforços.

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