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RICARDO SALLES: MPE investiga atividades de lobista na JUCESP

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Divulgação

O Ministério Público do Estado de São Paulo está investigando as atividades de Ricardo de Aquino Salles, ex-Secretário Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e ex-Secretário Particular do Governador de São Paulo, por intermediar processos administrativos e outras atividades supostamente ilícitas na Junta Comercial de São Paulo e na administração.

Segundo a manifestação do Ministério Público: “nota-se a presença de outros inquéritos instaurados para apurar as práticas criminosas envolvendo a empresa BNE ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS S/A que contratou o advogado Ricardo de Aquino Salles, ex-secretário do meio ambiente da atual gestão executiva para atuar junto a Jucesp facilitando os procedimentos internos em benefício da empresa supracitada.”

Pontuou ainda o Ministério Público: “em tese, caracteriza-se crimes diversos: estelionato, formação de quadrilha, fraude processual, lavagem de capitais, ocultação de bens e outros ainda a serem apurados, o que demonstra o vulto da presente investigação detalhada, ouvindo-se todos os envolvidos e eventuais testemunhas dos fatos.”

A investigação aguarda a decisão do Procurador Geral de Justiça, que irá dirimir um conflito negativo de atribuições entre duas Promotorias do Ministério Público.

Segundo a Promotoria Criminal do Fórum Criminal da Barra Funda, a competência para investigar o caso seria do GEDEC - Grupo de Atuação Especial de Repressão a Formação de Cartel e a Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos.

Conforme a Promotoria Criminal, em suas razões no conflito negativo de atribuições: “há (...) verdadeira organização criminosa atuante dentro da estrutura estatal, com intuito de beneficiar a empresa BNE, inclusive cogitando-se o pagamento de benefícios para tanto, o que pode caracterizar os rimes de corrupção ativa e corrupção passiva, ou outros delitos a serem apurados, crimes que precedem o delito de lavagem de dinheiro, ou seja, de atribuição do GEDEC.”

Ricardo Salles é investigado em dezenas de inquéritos policiais e civis e já é réu em ação de improbidade administrativa, onde o MPE pede sua condenação em R$ 70 milhões e perda de direitos políticos, por supostos atos de improbidade administrativa, fraudes em documentos e em diversos processos, além de intimidações contra testemunhas.

A manifestação do MPE menciona que as investigações envolvem também Celso de Souza Azzi, Humberto Dias e Jânio Benith.

Celso de Souza Azzi e Humberto Dias teriam sido eleitos irregularmente para um terceiro mandato como vogais contra disposição expressa em lei, na quota pessoal do Governador.

Jânio Benith era o Chefe de Licitações da Prefeitura de São Vicente e foi trazido, pelo então Prefeito de São Vicente e atual vic-Governador, para cuidar do orçamento da JUCESP.

Há informações também de que Ricardo de Aquino Salles estaria coordenando ocultamente a construção da nova sede da JUCESP e que a obra seria superfaturada, visando criar caixa para a campanha do atual vice-Governador para a próxima eleição.

A empresa BNE ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS S/A citada pelo MPE integra o Grupo BUENO NETTO, dedicado ao ramo de construção civil, sendo controlada pela família BUENO NETTO, de Adalberto Bueno Netto, Carlos Alberto Bueno Netto, Guilherme Von Nielander Bueno Netto e Suzana Von Nielander Bueno Netto.

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