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Advogada de guardas municipais diz que servidores sofrem perseguição e ameaças

Nove membros da Guarda Municipal de Campo Grande estariam sofrendo ameaça de demissão por “não pensarem como a atual gestão”, segundo a advogada Jacqueline Hildebrand. Os guardas estariam sofrendo perseguição e promessas de demissão.

Após quase arquivar as sindicâncias dos guardas Fabiano de Oliveira Neves e Ricardo Aguiar Castelhano, que estavam portando arma mesmo sem permissão e chegaram a ser presos pela polícia por isso, a advogada disse estranhar a represália feita ao grupo, que estava trabalhando no dia, enquanto os guardas receberam três dias de suspensão.

O grupo foi surpreendido na última sexta-feira com a publicação de processos administrativos e disciplinares no Diário Oficial de Campo Grande informando que eles seriam alvo das investigações. “Eles foram pegos de surpresa, pois foram chamados na corregedoria para prestar depoimento como testemunhas. Isso consta no documento que eles receberam da Guarda”, afirma a advogada.

Além disso, os autos sobre eles foram encaminhados a Procuradoria-Geral do Município, sob ameaça de demissão. “Eles ouviram lá dentro que podem ser exonerados. Alguns passaram em outros concursos e aguardam serem chamados, mas um fato como esse pode impedir a posse deles”.

Sem acesso aos documentos, a advogada promete entrar com uma ação judicial para conseguir o registro das sindicâncias que envolvem os nove guardas e realizar a defesa deles.

“Cunho eleitoreiro”

Para o ex-prefeito Alcides Bernal, as sindicâncias estão prejudicando os guardas porque eles não fazem parte “do grupo de golpistas que tomou conta da prefeitura” e as investigações possuem nítido cunho eleitoreiro.

“Com poucos dias de lançamento da minha candidatura, estou bem próximo da candidata do grupo de interesse deles, do PMDB. É claro que isso incomoda, mas é uma pena que estejam descontando tudo em pais de família, só porque eles não fazem parte do grupo de golpistas que tomou conta da prefeitura”, alegou.

Bernal reafirma o tom reacionário às pesquisas dizendo que se a Prefeitura de Campo Grande tivesse alguma prova, ela já teria sido mostrada. “Se eles dizem que há imagens de quebra-quebra e invasão, por que simplesmente não mostram para a imprensa? Porque não tem como eles mostrarem o que não existe. Desde maio eles dizem que tem sindicâncias e quase três meses depois nada do que eles denunciaram para a imprensa apareceu”.

O ex-prefeito disse ainda que a atual administração causa repúdio ao afirmar inverdades. “Eles entraram de braços dados com o grupo deles, que praticou um golpe. Eu entrei de braços dados com a população. Temos imagens que provam que entramos de forma ordeira, fizemos uma oração e pedimos para que todos voltassem no dia seguinte, em horário comercial, para trabalhar”, finalizou.

A Guarda

O Midiamax tentou contato com o chefe da Guarda Municipal, Jonys Cabrera Lopes, que está em um curso no Rio Grande do Sul. A advogada dos guardas disse que a informação que recebe na corregedoria é de que o comandante viajou e levou a documentação dos investigados consigo.

Por telefone, Jonys disse que não poderia atender e que era preciso falar com Samuel na Guarda. Porém, procurado pela reportagem, o membro da guarda não estava em seu local de trabalho. No local, foi solicitado que a reportagem ligasse para a assessora de comunicação da corporação, que não atendeu ao telefonema. Todas as ligações foram gravadas.

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