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Cães farejadores ajudarão a Polícia Militar na repressão às drogas em Nova Andradina

Policiais de Nova Andradina estão realizando treinamento em Curitiba (PR) para a implantação de canil no quartel do 8º BPM

Quem acha que cães são usados apenas como companhia se engana. Muitos são usados pela polícia para um trabalho importante: farejar drogas. Em uma realidade não muito distante, o 8º BPM (Polícia Militar de Nova Andradina) terá um novo aliado na repressão ao tráfico de entorpecentes a partir de uma proposta que começou a ser efetivada para a implantação de um canil no quartel.

Seis policiais do 8º BPM (Batalhão de Polícia Militar) estão em Curitiba, capital do Estado do Paraná, participando desde essa segunda-feira (2) de um treinamento realizado pelo Batalhão de Operações Policiais do Estado do Paraná, através da Companhia de Operações com Cães, que é uma referência no país na área de cinotecnia. O curso se estende até o dia 17 de abril.

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Cães farejadores permitirão maior ostensividade ao trabalho policial em Nova Andradina – Foto: Divulgação

Em entrevista exclusiva ao Nova News sobre o assunto, o comandante da Força Tática, capitão Nelson Vieira Tolotti, explicou que a cinotecnia trata-se de uma técnica para a utilização do cachorro no emprego policial militar. “Tal técnica abrange duas finalidades. A primeira é o trabalho com o cão de faro para a localização de entorpecente, explosivo, arma etc. Já a segunda consiste no chamado cão de defesa ou de proteção como pode ser chamado. Neste caso, a atividade policial é destinada à captura de foragidos e também no trabalho em estabelecimentos prisionais”, expôs o comandante ao afirmar que dos seis policiais que participam do treinamento, cinco são da Força Tática, além de serem os únicos do Estado a serem hoje contemplados com o curso.

Trabalhar com o cão de faro no combate às drogas em Nova Andradina é, segundo o capitão, uma ideia que surgiu diante da necessidade da otimização de ações de enfrentamento à problemática que passou a ser o fator preponderante para o aumento dos índices de criminalidade.

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Comandante da Força Tática mostra o local onde canil será instalado no quartel - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Tudo se evolui nos dias de hoje e no mundo do crime não é diferente. O tráfico de drogas evoluiu de uma forma tão velada que é preciso mais ostensividade para reprimi-lo.

capitão Vieira, comandante da Força Tática

“Tudo se evolui nos dias de hoje e no mundo do crime não é diferente. O tráfico de drogas evoluiu de uma forma tão velada que é preciso mais ostensividade para reprimi-lo. Em 2012, por exemplo, os traficantes alugavam uma casa apenas para o fim de vender droga, locais explicitamente chamados de ‘bocas de fumo’. Já hoje tudo mudou. Até mesmo nas redes sociais a venda de drogas tem se disseminado através de mensagens instantâneas em aplicativos, em que até grupos são formados para esse fim. Sem falar ainda que as vendas passaram a ser em menores quantidades na tentativa de se desvencilhar da polícia, em que demandam buscas mais aprimoradas nos locais de esconderijo a droga”, detalhou Vieira.

O canil 

Conforme detalhou à reportagem, o capitão expôs que já existe um local no quartel destinado para as futuras instalações do canil. Inicialmente, Vieira afirmou a ideia é de trabalhar com dois cães farejadores que estão em vias de viabilização no Estado. Pelo relatado, um cachorro da raça pastor alemão já foi doado à instituição.

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Seis policiais de Nova Andradina estão participando de treinamento em Curitiba (PR) – Foto: Divulgação

Questionado sobre como funcionará o canil, o comandante disse que os cães serão treinados em centros específicos e trazidos para Nova Andradina posteriormente ao passo que os policiais do 8º BPM já estarão preparados para o seu manuseio na atividade policial. “Devidamente preparados antes de chegarem ao batalhão, vale esclarecer que um cão farejador não tem contato direto com o entorpecente durante o adestramento. São usados tubos de ensaio com a utilização apenas da essência da droga para preparar o animal. Em outras palavras, isto quer dizer que os cães não são viciados e aprendem ludicamente como encontrar a droga em uma operação policial”, explicou o capitão.

Ao fim da entrevista, Vieira ratificou que a proposta visa em um futuro próximo agregar ao emprego policial a ferramenta de emprego animal para que dê mais eficiência no combate às drogas em Nova Andradina. “Trata-se de um sonho da unidade que já conseguimos começar a efetivar, graças é claro a parcerias com a comunidade, em especial à Pax Nova Andradina, e com o Conselho Comunitário de Segurança Pública”, agradeceu o comandante.

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