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Carreteiro que se envolveu em acidente no município de Batayporã estaria sob efeito de substância psicoativa

Caso que, segundo a PMR, poderia ser registrado como embriaguez e direção perigosa, acabou sendo oficializado apenas como acidente de trânsito

Imagem: José Almir Portela / Nova News

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O carreteiro, de 48 anos, que se envolveu em um acidente na rotatória da MS-276 com a MS-134, em Batayporã, na manhã desta terça-feira (25), estaria sob efeito de substância psicoativa, ou seja, alguma droga, segundo informações que constam no boletim de ocorrência 411/2019, registrado na Delegacia de Polícia Civil daquela cidade.

Conforme já havia sido adiantado pelo Nova News, a Polícia Militar Rodoviária (PMR) havia recebido informações de diversos usuários da via, relatando que a carreta conduzida pelo homem trafegava em zigue-zague pela pista, colocando em risco a segurança dos demais condutores.

Ainda segundo o documento, a PMR chegou a realizar um bloqueio em frente à base operacional localizada na MS-134, entre Batayporã e Nova Andradina, com objetivo de interceptar a carreta, no entanto, antes de chegar até onde os patrulheiros estavam, o condutor perdeu o controle do veículo e invadiu um sítio às margens da pista.

Segundo consta no boletim de ocorrência 411/2019, este foi o relato dos policiais: “...ao chegarmos no local do acidente a vítima encontrava-se fora do veículo, desorientada, com fala alterada, dificuldade em equilíbrio, desordem nas vestes, olhos vermelhos, e não recordava-se de informações pessoais...”.

Naquele momento, diante de sintomas que se assemelhavam aos de embriaguez, os policiais chegaram a dizer a uma equipe do Nova News que, após ser socorrido e medicado, o motorista seria encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde poderia ser autuado em flagrante.

Ainda segundo a ocorrência policial, após o condutor ter sido levado até o Hospital Regional de Nova Andradina, o médico levantou a hipótese de que o homem pudesse estar sob efeito de alguma droga: “...Dr. Igor que nos informou da impossibilidade de fazer a declaração de que o condutor estava alcoolizado, pois, o mesmo não apresentava odor etílico, e que poderia ser uso de substância psicoativa, que só poderia ser confirmado por exame de sangue, indisponível no momento...”, consta no boletim.

Pelo documento, as autoridades deixam claro que o procedimento que seria adotado a princípio seria mesmo a condução do homem até a delegacia para que ele respondesse criminalmente, porém, o procedimento foi abortado em virtude do surgimento de elementos que não serviriam como base para a acusação. “...diante destas informações, deixamos de lavrar o termo de constatação de embriaguez e de encaminha-lo a Delegacia de Polícia, tendo em vista a dúvida quanto a veracidade do fato...”, teriam dito os policiais em seu relatório.

Ainda com relação ao boletim de ocorrência, chama a atenção uma declaração do motorista aos policiais. No relato, ele afirma que havia dado carona para um casal, mas não soube informar quem seriam estas pessoas.

Estas informações deverão ser apuradass pelas autoridades, pois há a possibilidade de que este casal pudesse ter ministrado à vítima alguma substância psicoativa sem que ele percebesse, porém, isso também deverá ser investigado.

Diante dos fatos, a ocorrência que, antes, poderia ter sido registrada como acidente de trânsito, embriaguez ao volante e direção perigosa, foi lavrada apenas como acidente de trânsito provocado pela própria vítima. O condutor, que conforme o padrão do jornalismo praticado pelo Nova News, teve a sua identidade bem como as placas do veículo preservadas, foi qualificado no boletim policial, simultaneamente, como autor e vítima.

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