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Caso Andrea Regina: Acusado de espancar mulher, causando sua morte, é preso 

Andrea Regina Moreira Cavalcante, de 50 anos, morreu em virtude dos ferimentos, no dia 13 de abril, após permanecer cinco dias internada; Crime ocorreu em Nova Andradina

Imagem: Redes Sociais

Na tarde desta segunda-feira (02), um homem de 47 anos, identificado como Djalma Marinho Umburana, foi preso em uma propriedade rural localizada no município de Batayporã. 

 

Ele é acusado de espancar a ex-esposa, Andrea Regina Moreira Cavalcante, de 50 anos, que morreu em virtude dos ferimentos, no dia 13 de abril, após permanecer internada na cidade de Dourados.

As agressões ocorreram no dia 08 de abril em Nova Andradina, data desde a qual o acusado estava foragido da Justiça. 

 

O Nova News apurou que a prisão de Djalma ocorreu durante ação conjunta entre a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e a Seção de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Nova Andradina.

O homem foi detido e será interrogado pela autoridade policial. As circunstâncias em que a prisão de Djalma Marinho Umburana ocorreu ainda não foram divulgadas pela polícia.

A morte

Andrea Regina Moreira Cavalcante, de 50 anos, morreu na quarta-feira (13/04), quando seguia internada em coma no Hospital da Vida da cidade de Dourados, após agressões praticadas pelo seu ex-marido. A mulher era residente na cidade de Nova Andradina e há algum tempo estava separada do agressor.

Imagem: Redes Sociais

De acordo com informações apuradas pelo Nova News, Andrea teria solicitado uma medida protetiva na sexta-feira (08/04), mesma data em que por volta das 17h teria ido de táxi até casa onde morava para recolher alguns de seus pertences. 

 

Ao passar em frente à residência, a mulher teria notado a presença do homem e não parou, porém o autor percebeu que ela estava dentro do táxi e seguiu o carro.

Cerca de duas quadras à frente, o agressor teria alcançado o taxi, tirado a vítima de dentro do carro e iniciado as agressões. A mulher foi brutalmente agredida e, segundo relato de testemunhas, até mesmo o taxista acabou apanhando. 

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado e, ao chegar no local, encontrou Andrea desacordada e com muitos ferimentos. Rapidamente os socorristas prestaram o apoio necessário e encaminharam a vítima até o Hospital Regional de Nova Andradina. A mulher permaneceu internada e devido à gravidade de seu quadro clínico precisou ser transferida para uma unidade hospitalar com mais recursos, na cidade de Dourados. 

 

No Hospital da Vida, ela permaneceu em coma até quarta-feira (13/04), data de sua morte. Naquela ocasião, em contato com a responsável pela Delegacia da Mulher (DAM), delegada Daniela Oliveira, o Nova News foi informado de que o autor havia sido identificado como Djalma Marinho Umburana, de 47 anos. De acordo com a autoridade policial, Djalma empreendeu fuga logo após as agressões.

A revolta popular

Na tarde de quinta-feira (14/04), um grupo de pessoas, em sua grande maioria mulheres, agentes de saúde do município, alunas e alunos do campus de Nova Andradina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), grupos feministas e servidores públicos municipais, saiu às ruas de Nova Andradina para protestar pela morte da agente comunitária de saúde Andrea Regina Moreira Cavalcante.

Imagem: Germino Roz/Nova News

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O grupo de aproximadamente 150 pessoas se reuniu no cruzamento da Avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade com a Rua José Domingos, no centro de Nova Andradina. 

 

Em marcha e com gritos de ordem, a manifestação seguiu pela Avenida Moura Andrade em direção ao obelisco, maior marco simbólico do município. Durante a passeata, alguns comerciantes fecharam as portas de seus estabelecimentos como forma de protesto contra o feminicídio.

A caminhada seguiu até a frente da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), que fica localizada na Rua Imaculada Conceição, no Bairro Guiomar Soares Andrade. Na frente da DAM, as manifestantes gritaram palavras de ordem. A delegada responsável pelo caso, Daniela de Oliveira, se colocou à frente da delegacia para conversar com o grupo. Daniela disse que se sentia triste e revoltada com a situação e que não mediria esforços para que a justiça fosse feita. 

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