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Cinco travestis são condenadas por morte de “Paola Bracho” assassinada no ano passado

Travesti, natural de Batayporã e que morou por muitos anos em Nova Andradina, foi agredida e esfaqueada até a morte

A um mês de completar um ano, o brutal crime ocorrido em Dourados que tirou a vida da travesti Marciano Ferreira dos Reis, de 40 anos, mais conhecida como “Paola Bracho”, natural de Batayporã e que por muitos anos morou em Nova Andradina, teve seu desfecho com a condenação de cinco das seis travestis apontadas como autoras do homicídio.

O julgamento aconteceu na noite dessa quarta-feira (07) na sala do Tribunal do Júri do Fórum da cidade de Dourados e foi presidido pelo juiz César de Souza Lima. Alex Martins Joaquim, de 26 anos, a "Rahine", foi condenada a 15 anos e seis meses de prisão. A justiça entendeu que ela foi uma das responsáveis por reunir o grupo para cometer o crime.

Já Gleison Venilson da Silva Martins, de 24 anos , a "Kimberly", Jullyan Luccy de Oliveira, de 26 anos, a "Julia Maravilha", e Marcelo Flávio Gomes Pinheiro, de 23 anos, a “Rakelly Gomes”, foram condenadas a 14 anos e seis meses de reclusão. Para Matheus Elias Camargo Julio, de 18 anos, a "Ana Julia Pugliesi", a condenação foi de 13 anos e seis meses.

Como nenhuma delas possui uma profissão em registro, nem moradia fixa no município onde o crime aconteceu, todas devem cumprir a pena em regime fechado, conforme decisão do juiz. Para ele, o grupo continua apresentando riscos, podendo voltar a agir de forma ilegal e, até mesmo, fugir.

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"Paola Bracho” foi morta com facadas e golpes de barra de ferro na cabeça no dia 21 de março do ano passado - Foto: Sidnei Bronka

"Rahine", por exemplo, já chegou a ameaçar de dentro do presídio, testemunhas do crime, conforme justificou o juiz na decisão. Uma delas, Leandro Daniel da Silva Sena, conhecida como "Vanessa", foi absolvida. Todas as condenações cabem recursos.

O caso – Conforme noticiado à época pelo Nova News, “Paola Bracho” foi morta com facadas e golpes de barra de ferro na cabeça no dia 21 de março do ano passado. A vítima foi atingida nas costas, pescoço e peito e morreu no local.

Conforme a polícia, "Paola" tinha recém deixado o sistema prisional e, segundo denúncias de colegas, estaria supostamente cobrando pelo ponto localizado naquelas imediações. O caso foi denunciado por três pessoas cerca de duas horas antes do homicídio junto à Delegacia da Polícia Civil de Dourados. Na denúncia, a travesti é apontada em ter feito ameaças de morte e dizia: “Quem quiser trabalhar na rua em Dourados tem que pagar a taxa de R$ 50”.

"Paola" foi vítima de emboscada e assassinada pelo grupo de travestis. Ela estava na Rua João Cândido da Câmara, no Jardim Central, quando duas das autoras passaram em um veículo Fox prata e a chamaram. Neste momento, a vítima foi cercada pelas travestis, de acordo com relato de testemunhas, esfaqueada e agredida a golpes de barra de ferro. As autoras fugiram no veículo, enquanto testemunhas acionaram o Samu a e Guarda Municipal.

Perícia e Polícia Civil foram acionadas e já encontraram a travesti sem vida registrando o caso como homicídio doloso, quando há intenção de matar, qualificado se o crime é praticado em concurso de duas ou mais pessoas. (Com informações do site Campo Grande News).

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