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Durante 12h, policiais civis e  escrivães farão paralisação por reajuste salarial

Servidores estarão à disposição nas Delegacias de Polícia, mas o atendimento é limitado. Apenas as ocorrências de maior urgência serão atendidas

Imagem: Lucas Cadette/Nova News

Na manhã desta sexta-feira (01), a Polícia Civil de todo o Estado de Mato Grosso do Sul iniciou uma paralisação a favor da valorização do salário dos investigadores e escrivães. O ato teve início às 08h da manhã dessa sexta-feira e deve ser finalizado ainda hoje, às 20h. Apesar de ser uma paralisação estadual, os servidores estarão à disposição nas Delegacias de Polícia Civil, mas o atendimento ao público é limitado. Apenas as ocorrências que apresentam maior urgência serão atendidas.

O Nova News entrou em contato com policiais civis que atuam na região de Nova Andradina e que aderiram a paralisação. De acordo com eles, há 1 ano e meio não se tem reajuste no salário dos investigadores e escrivães. “Estamos há um ano sem reajuste e o Governo do Estado nos concedeu um abono de R$ 200,00. Esse valor não é reajuste e poderá ser cancelado a qualquer momento. Nós vamos lutar pela valorização de um reajuste justo”, disse um policial.

Procedimentos gerais da paralisação

•  A concentração do movimento na cidade de Campo Grande será realizada na Depac Centro. Sendo que nas cidades do interior é facultativa a escolha do local, devendo ser priorizadas as delegacias regionais ou delegacias de maior movimento. Já nas cidades que possuem somente uma unidade policial, os policiais civis devem ser reunir no próprio local.

•  Não se fará registros de ocorrências, salvo aquelas relacionadas com prisões em flagrante, homicídios, remoção de cadáveres em residências ou em vias públicas, desaparecimento de menores e lei Maria da Penha.

•  Os rádios ficarão ligados e somente serão utilizados nos casos acima previstos. Contatos devem ocorrer apenas via telefone.

•  Não serão realizadas quaisquer diligências pelos policiais civis de plantão.

•  Não serão realizadas diligências referentes a ordens de serviço ou investigações de qualquer tipo ou natureza.

•  Somente serão realizadas as transferências de presos em flagrantes ou capturados, em direção das unidades onde devem ficar custodiados.

•  Nas unidades em que o plantão é composto de apenas um Escrivão, este deverá cumprir o expediente do plantão, porém, com estrita observância desta cartilha.

•  Não serão realizadas quaisquer atividades cartorárias, exceção feita àquelas relacionadas com as ocorrências de flagrantes, homicídios e medidas protetivas urgentes (lei Maria da Penha);

•  Não haverá encaminhamento ou retirada de inquéritos policiais ou outras comunicações (ofícios, protocolos, etc);

•  Os flagrantes e as oitivas urgentes deverão ser presididos pela Autoridade Policial (delegado);

•  Não serão expedidas intimações.

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