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Edil afirma que trabalhava enquanto teve sala invadida por aliados de Bernal e quer perícia

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Agronegócio (Sedesc) Edil Albuquerque afirmou nesta sexta-feira (16) que estava trabalhando quando teve a sala invadida por aliados do prefeito cassado Alcides Bernal (PP) na tarde de ontem.

Edil aguarda a chegada da perícia para saber se algum documento foi retirado do local. “Eu estava atendendo o Chico Maia (presidente da Acrissul) quando tive a sala invadida. Mantive a calma e pedi para que se retirassem, mas eles invadiram assim mesmo”, conta.

Para ele, a situação causa insegurança aos servidores, tanto nomeados como de carreira. “Fomos abordados com gritos e exigência. Vou pedir punição porque muitos servidores ficaram feridos. Isso foi uma invasão, uma afronta”, reclamou.

A ordem judicial reconduzia apenas o prefeito Alcides Bernal ao cargo, mas a administração acusa os secretários de terem se aproveitado da situação para ferir funcionários e retomar os lugares que antes ocupavam. A decisão foi revogada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul próximo da meia-noite e Olarte continua prefeito da Capital.

A secretária-adjunta de Administração Maria das Graças Macedo disse que até bolsas de servidoras foram abertas pelos invasores. “Sou funcionária de carreira, trabalho por 34 anos na prefeitura e nunca vi nada igual. É um desrespeito com a coisa pública o que aconteceu”.

O ex-prefeito Alcides Bernal foi procurado pela equipe de reportagem para responder às

acusações, mas não atendeu às ligações.

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