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Força Tática é acionada para interromper evento em sindicato de Batayporã

Caso foi registrado na Delegacia de Polícia como perturbação do sossego

Entre a noite de sábado (28) e a madrugada de domingo (29), a Polícia Militar precisou entrar em ação para interromper uma festa que ocorria nas dependências do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Batayporã (Sinsemb), localizado nas proximidades da unidade da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Conforme o boletim de ocorrência 993/2019, a Polícia Militar começou a receber ligações de populares via 190 relatando que no sindicato estava ocorrendo uma festa, e que o volume do som estaria muito alto. Além da música, o barulho da algazarra e da gritaria estaria perturbando o sossego da população residente naquela localidade.

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Festa que foi alvo de várias reclamações da população ocorreu na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais - Imagem: Arquivo / Nova News

Ainda segundo as denúncias, o fato não seria algo isolado, mas uma prática rotineira, sendo que, nas palavras de moradores, praticamente todo fim de semana acontece a perturbação.

Uma guarnição da Polícia Militar esteve no local e, em contato com um homem, que se apresentou como o responsável do evento, ele se prontificou a abaixar o volume do som e sessar a algazarra.

Porém, horas depois, moradores próximos ao local voltaram a acionar a Polícia Militar, denunciando novamente a algazarra e o volume alto do som, momento em que, devido à quantidade de pessoas que estavam no evento, foi solicitado o apoio da Força Tática do 8° Batalhão.

Segundo os policiais, assim que chegaram à sede do sindicato, foi possível observar uma correria dos frequentadores se evacuando do recinto, sendo constatado o consumo de bebidas alcoólicas e a presença de menores, porém, não teria sido possível abordá-los.

Desta vez, nenhum responsável pela festa foi avistado, porém, se apresentou José Martucci (Duda), o presidente do sindicato, que foi abordado pela Força Tática. Os militares solicitaram os documentos com relação à realização da festa, momento em que ele teria dito que não os possuía.

Diante dos fatos, o presidente da entidade foi detido e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, onde ele foi ouvido e liberado.

Revolta

O Nova News esteve na região ouvindo alguns moradores. Várias pessoas residentes naquela localidade se disseram revoltadas com as perturbações decorrentes da realização de festas na sede do sindicato.

Um deles chegou a elogiar a atuação da Polícia Militar. “Depois da intervenção policial tudo ficou calmo e finalmente a gente pode dormir”, afirmou.

Outro morador chegou a questionar a presença do sindicato naquele local. “Como pode o Poder Público Municipal fazer a doação de uma área bem localizada como aquela para que ocorra este tipo de desordem. Não consigo entender”, critica ele.

Festa supostamente clandestina

O Nova News apurou que com relação à festa, um convite virtual foi divulgado nas redes sociais, porém, segundo a ocorrência policial, não foram apresentadas as documentações necessárias para a realização do evento, o que, em tese, caracteriza a atividade como sendo clandestina, ou seja, realizada sem os devidos alvarás e autorizações das autoridades competentes.

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Convite para a festa teria sido divulgado por meio das redes sociais - Imagem: Reprodução

Outro lado

Na manhã desta segunda-feira (30), o Nova News manteve contato, via telefone, com o presidente do sindicato. José Martucci (Duda), afirmou que o responsável pelo evento havia solicitado o espaço para a realização de uma festa de aniversário.

Duda argumenta que no local não foram apreendidos menores e nem houve o recolhimento de substâncias ilícitas. Em suas palavras, ele considerou a ação da Polícia Militar como exagerada.

“Eu estava passando em frente ao sindicato e percebi a presença da Força Tática. Então me identifiquei como presidente da entidade, momento em que já fui abordado e encaminhado para a Delegacia de Polícia. Eu não era o responsável pelo evento, eles deveriam procurar pelo responsável”, afirma Duda.

José Martucci disse ao Nova News que pretende formalizar junto ao Ministério Público uma denúncia contra os policiais militares para que a conduta deles seja apurada. 

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Duda disse que não era o responsável pelo evento e que, em sua avaliação, não deveria ter sido encaminhado para a Delegacia de Polícia - Imagem: Arquivo / Nova News

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