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Mãe é obrigada a denunciar o próprio filho após ser gravemente ameaçada em Nova Andradina

Jovem de 20 anos seria usuário de drogas e anteriormente já chegou a agredi-la fisicamente

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Caso registrado na 1ª DP será encaminhado para a Delegacia da Mulher - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Um caso atípico de violência doméstica foi um dos destaques policiais das últimas horas em Nova Andradina. Após ser gravemente ameaçada, a mulher, de 45 anos, procurou a 1ª Delegacia de Polícia Civil para denunciar o próprio filho, de 20 anos.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso junto à ocorrência policial, a vítima relatou que o filho é usuário de drogas e na maioria das vezes chegava em casa totalmente transtornado e quebrava os pertences da declarante, além ainda de agredi-la psicologicamente e fisicamente.

Sem antes registrar antes um boletim em desfavor ao seu filho, a mãe conta que acreditava que o filho viesse a mudar suas atitudes. No final do mês de dezembro, ela relatou que o jovem chegou na residência visivelmente alterado e a agrediu.

Não procurando atendimento médico, a mulher disse que pegou seus pertences pessoais e algumas roupas e foi morar com o namorado com medo de seu filho e temendo por sua vida. No último domingo (18), ela afirmou que foi até a sua moradia onde filho está residindo e usando o local como ponto de venda de drogas, e falou para o mesmo que iria retornar para sua casa e pediu para ele que desocupasse o local e procurasse um lugar para morar.

A mãe conta que o filho se recusa a sair da moradia e ainda proferiu ameaças. “Eu não vou sair e se você for na polícia e eu for preso, vou colocar fogo na sua moto, no carro do seu namorado ou na casa”, teria deito o jovem ao falar ainda que ele ficaria preso no máximo seis meses.

Um dia depois, na manhã dessa segunda-feira (19), a mulher retornou a sua casa, localizada na Vila Operária, na tentativa de conversar com seu filho, porém, o mesmo proferiu as mesmas ameaças e não aceita sair da residência. Mesmo alguns vizinhos terem presenciado o fato, a vítima acredita que nenhum deles iria até a delegacia por medo do jovem.

Medidas protetivas de urgência foram solicitadas para a vítima que teme pela sua vida e do seu companheiro. O caso será encaminhado para a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).

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