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Nova Andradina - Trio submetido a júri popular é condenado por crime de homicídio

Eles participaram da morte de Ronaldo da Silva Lopes, assassinado a tiros no dia 08 de maio de 2018

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Júri popular realizado no Fórum de Nova Andradina durou quase 20h - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Após um julgamento que durou quase 20h, o trio Ademir Naide, Mateus Moreira e Maxilaine dos Anjos foi condenado por crime de homicídio. O júri popular, que ocorreu nas dependências do Fórum da Comarca de Nova Andradina, teve início por volta das 08h40 de segunda-feira (30) e terminou já na madrugada desta terça-feira (01).

Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, além de Ademir (Gago), Mateus (Dog) e Maxilaine (Soberana), outras cinco pessoas teriam envolvimento na morte de Ronaldo da Silva Lopes, assassinado a tiros no dia 08 de maio de 2018, em Nova Andradina.

Maxilaine dos Anjos, que participou do julgamento de forma presencial, foi condenada a 14 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Ademir Naide e Mateus Moreira, até então presos em Dourados, que participaram por meio de videoconferência, foram condenados a seis anos em regime semiaberto por homicídio simples. Eles tiveram a prisão preventiva revogada.

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Maxilaine, que estava presente no julgamento, foi condenada a 14 anos de prisão em regime fechado - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

O crime

Segundo o Ministério Público, no dia 08 de maio de 2018, por volta das 19h40, em uma casa localizada na Rua Vearni Castro, em Nova Andradina, os denunciados Bruno Fabrício da Silva, Willians Moreira, Antônio Marcos da Silva, com a participação de Cícera dos Anjos da Silva, Mateus Moreira Constantino e Maxilaine dos Anjos da Silva, efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra Ronaldo da Silva Lopes, que morreu no local.

Durante as investigações realizadas pela 1ª Delegacia de Polícia foi apurado que a vítima havia fugido para Nova Andradina após participar do homicídio de João dos Anjos, ocorrido em Vila Amandina, no município de Ivinhema, em 28 de abril de 2018.

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Ademir (Gago) e Mateus (Dog) participaram por meio de videoconferência e foram condenados a seis anos em regime semiaberto - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Segundo a apuração policial, João dos Anjos era irmão de Cícera e tio de Maxilaine e Antônio, todos, conforme as autoridades, envolvidos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os executores do assassinato de Ronaldo da Silva Lopes foram identificados como sendo Bruno e Willians, sendo que, a moto utilizada por eles no dia dos fatos teria sido emprestada por Mateus.

Ainda pelas apurações, foi constatado que Mateus Naide atuou em toda a organização do crime, inclusive oferecendo apoio logístico aos demais autores. O outro envolvido, Mateus, mesmo preso em Dourados, teria planejado a morte da vítima, acompanhando passo a passo todo o andamento do crime.

Pelos autos, coube a Cícera e Maxilaine atuar na identificação e vigília da vítima assim que ela chegou a Nova Andradina.

Segundo o Ministério Público, houve duas tentativas frustradas de execução da vítima, sendo uma de manhã, com a participação de Willians e Ademir, e outra na parte da tarde, ocasião em que atuaram Willians e Bruno.

Foi apurado ainda que Ademir forneceu uma das armas utilizadas no homicídio e também utilizou uma loja de conveniências de sua propriedade como ponto de apoio, onde os envolvidos no crime se reuniram.

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Crime ocorreu no dia 08 de maio de 2018, em Nova Andradina - Imagem: Márcio Rogério / Arquivo / Nova News

Diante dos fatos, todos foram denunciados pelo crime de homicídio, porém, devido a ausência de provas, a denúncia contra Cícera dos Anjos da Silva foi julgada improcedente, uma vez que, não foram demonstrados indícios suficientes de sua participação. Foi apurado que a ré apenas teria se dirigido até a Delegacia de Polícia para comunicar que a vítima estaria na cidade e pedir sua prisão pela participação no homicídio ocorrido em Vila Amandina.

Quanto a Antônio Marcos e Bruno Fabrício foi mantida a sentença de pronúncia ante a inexistência de qualquer novo fundamento que possa motivar a revisão do entendimento adotado anteriormente.

Com relação aos demais seis acusados, foi feito o desmembramento do processo referente aos réus Willians, Mateus, Ademir e Maxilaine. Desta forma, Ademir, Mateus e Maxilaine foram julgados nesta oportunidade. Já Willians será julgado no ano que vem.

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