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Nova-andradinense é executado a tiros na cidade paraguaia de Capitán Bado

Edinei Pedroso de Moraes era apontado pelo Gaeco como um dos principais cabeças de uma quadrilha

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Ex-agricultor familiar morava anteriormente em um assentamento rural no município de Nova Andradina - Imagem: Arquivo / Nova News / PC

O nova-andradinense Edinei Pedroso de Moraes, conhecido como “Cupim” ou “Neno”, apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como um dos principais cabeças da quadrilha que usava carros de luxo para transportar maconha - organização criminosa desmantelada pela Operação Dublê, em novembro de 2014 -, foi executado a tiros na tarde desta segunda-feira (07).

A morte ocorreu em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS). Edinei, que utilizava uma cédula de identificação em nome de Hugo Fernandes de Oliveira, transitava, por volta das 14h30 em um veículo Fiat Toro quando foi interceptado por um pistoleiro que estava a bordo de uma motocicleta. O autor efetuou vários disparos de pistola 9mm contra o brasileiro que faleceu antes mesmo de receber atendimento médico.

Após os trabalhos de praxe o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico, à espera dos familiares. A polícia acredita que a vítima tenha sido executada em um acerto de contas, mas não descarta nenhuma hipótese. O assassinato será investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Nacional do Paraguai. Ex-agricultor familiar que morava em um assentamento rural no município de Nova Andradina, "Cupim" ou "Neno" tinha contra ele três mandados de prisão decretados pela Justiça de Mato Grosso do Sul. Ele também era procurado pela Interpol, a polícia internacional.

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Caso de homicídio deverá ser investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Nacional do Paraguai - Imagem: Porã News

O Nova News apurou que  Edinei Pedroso de Moraes era um dos foragidos de uma megaoperação realizada pelas forças policiais de Nova Andradina em 2014. Na ocasião, várias pessoas apontadas como envolvidas em esquemas criminosos foram detidas, porém, Edinei e outros acusados haviam conseguido escapar. Nos dias seguintes à operação, alguns dos procurados foram localizados, porém "Neno" não chegou a ser preso. Foi nos desdobramentos desta operação que Claudineis da Silva Flor, o "Chumbinho" acabou capturado em Paranavaí (PR).

Edinei e outras quatro pessoas também não foram localizadas durante a operação realizada no dia 27 de novembro de 2014 em Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. 

Segundo o Gaeco, na época ele já estava escondido em território paraguaio, na região de Capitán Bado, onde mantinha uma base de operação. 

Edinei Moraes foi apontado pelas forças de segurança como extremamente violento e perigoso e que seria responsável em ordenar roubos, assassinatos e latrocínios para atingir seus objetivos.

A Operação Dublê desmantelou uma quadrilha de traficantes de maconha que tinha grande facilidade em obter telefone celular e drogas dentro dos presídios nos três estados. 

Em alguns casos, os criminosos recebiam o celular no mesmo dia em que chegavam às penitenciárias. Conversas por telefone interceptadas pelo Gaeco através de escutas autorizadas pela Justiça comprovaram que os traficantes presos faziam contato com outros criminosos do bando assim que entravam nos presídios.

Dos 16 traficantes autuados pelo Gaeco em 2014, nove já estavam recolhidos em unidades prisionais, de onde continuavam participando das ações da quadrilha especializada em transportar maconha em veículos de luxo. (Com informações do Campo Grande News e do Porã News).

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