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Operação Alta Voltagem cumpriu 62 mandados no Estado

Ação semelhante indiciou 30 pessoas por furto de energia em Nova Andradina

Desencadeada nesta quinta-feira (22) pela Polícia Civil, através do DPI (Departamento de Polícia do Interior), a “Operação Alta Voltagem”, comandada pela delegada da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Corumbá (MS), Dr.ª Paula Ribeiro dos Santos Oruê, cumpriu 62 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e mais 11 municípios do Estado e prendeu em flagrante 26 pessoas.

Dois homens, de 40 e 44 anos, apontados durante as investigações iniciadas em novembro do ano passado, como chefes da organização criminosa tiveram as prisões decretadas pela justiça e também estão presos. Segundo a delegada a fraude é sofisticada e os envolvidos são profissionais liberais com alto poder aquisitivo, que contratavam por R$ 2.800, os serviços da dupla. “Utilizando um software desenvolvido pela empresa fabricante dos medidores de energia, a dupla causava pane no sistema que deixava de medir de 60% a 80% de toda a energia consumida pelos fraudadores.

Pelo menos outros 70 envolvidos no esquema também foram indiciados (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A fraude foi descoberta em novembro do ano passado, após um funcionário da empresa de energia que estava de folga, flagrar dois indivíduos com um notebook acoplado a um medidor. “O fato de não estarem usando uniforme da empresa despertou a desconfiança do funcionário que comunicou o fato a diretoria, que acabou procurando a Polícia Civil”, diz Dr.ª Paula. Ao todo foram presas 12 pessoas em Corumbá, 5 em Dois Irmãos do Buriti, 2 em Aquidauana, 2 em Naviraí, 1 em Itaporã, 1 em Bela Vista e 2 em Jardim, sendo que um deles foi também autuado em flagrante por tráfico de influência, pois, no ato da prisão insinuou para o delegado Alex Sandro Antônio, ter influência junto a Ministério Público local.

Pelo menos outros 70 envolvidos no esquema também foram indiciados e devem ter as prisões decretadas pela Justiça. Todos vão responder por furto qualificado por fraude e associação criminosa. Um dos autores também vai responder a posse irregular de arma de fogo de uso restrito, já que na casa dele foi encontrada uma pistola coma numeração raspada. Realizada pelo DPI (Departamento de Polícia do Interior) da Polícia Civil, com o apoio do GARRAS (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Seqüestros), policiais do DPC (Departamento de Polícia da Capital) e do DPE (Departamento de Polícia Especializada), a “Operação Alta Voltagem” aconteceu simultaneamente em Campo Grande, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana, Naviraí, Ponta Porá, Bonito, Bela Vista, Jardim, Maracajú, Itaporã e Dourados.

Nova Andradina

Recentemente, a Polícia Civil de Nova Andradina concluiu o inquérito policial que investigava a prática de furtos de energia elétrica na cidade. Chegou ao conhecimento da Delegacia de Polícia pelo expediente alusivo à ocorrência 1493/12, que, na cidade, havia perdas consideráveis de energia elétrica que não seriam aferidas pelos medidores, bem como diversas denúncias de furto de energia elétrica.

Com objetivo de coibir, reprimir e responsabilizar os infratores, foi realizada, no ano de 2012, uma ação policial denominada “Operação Apagão”. Durante os trabalhos, foram montadas diversas equipes formadas por técnicos da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) e policiais civis. As equipes diligenciaram nos endereços previamente obtidos, nos quais havia denúncias de furto de energia elétrica.

Segundo a polícia, maior parte dos infratores são estabelecimentos comerciais (Foto: Márcio Rogério/Nova News)

Foram juntadas ao inquérito policial termo de depoimento do técnico da Enersul, termo de depoimento do policial civil que acompanhou as diligências, auto de qualificação, interrogatório do suposto autor do furto, histórico de consumo fornecido pela empresa e laudo pericial do local onde havia o furto de energia.

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Ao final, foram indiciadas e interrogadas 30 pessoas pela prática do crime de furto de energia, sendo, a maioria, comerciantes da cidade de Nova Andradina. O procedimento será encaminhado ao Fórum de Nova Andradina e, caso venham a ser condenados, os autores poderão cumprir pena de um a quatro anos, além de multa.

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