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Ostentando tornozeleira eletrônica, membro do PCC é preso por vender droga em escola de Nova Andradina

Jovem de 25 anos havia conseguido autorização da Justiça para frequentar a instituição de ensino

Imagens: Divulgação / PM

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Recentemente compareceu na sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM) de Nova Andradina uma pessoa que não quis de identificar, informando que um jovem de 25 anos, identificado como R.S.S., conhecido como “Mazuni PCC”, que faz uso de uma tornozeleira eletrônica, estaria constantemente comercializando entorpecentes na Escola João Lima Paes no período noturno.

A pessoa que acionou a Polícia Militar disse que “Mazuni PCC” havia conseguido autorização do Poder Judiciário para frequentar a escola, porém, esta seria apenas uma maneira de burlar o sistema e realizar o comércio de entorpecentes. A testemunha apresentou também prints de conversas via Whatsapp nas quais R.S.S. oferece droga para os alunos da escola.

Segundo a Polícia Militar, o acusado é conhecido no meio policial devido a várias passagens por tráfico, exercendo atualmente a função de “disciplina” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

No final da tarde desta quarta-feira (11), a Força Tática abordou “Mazuni PCC”, em frente à sua casa, no momento em que se preparava para ir à escola. Ele confessou que estava na posse de entorpecente, sendo encontrada uma parte de tablete de maconha próximo à janela de seu quarto.

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Durante a ação policial, o autor tentou empreender fuga, sendo alcançado, detido e algemado. Em continuidade às buscas, foram encontradas 05 porções de maconha já prontas para o comércio no interior da bolsa do jovem e R$ 60,00 em dinheiro.

Em decorrência dos fatos, o autor e as drogas foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina. Os policiais apuraram que R.S.S. usa a tornozeleira eletrônica número 0314071646.

Sistema eficaz contra a criminalidade?

Um episódio ocorrido recentemente em Taquarussu coloca em dúvida a eficácia do equipamento. Um jovem de 19 anos, identificado como J.C.F.S., residente em Taquarussu e que é monitorado por tornozeleira eletrônica devido a delitos cometidos anteriormente, foi flagrado fora de casa por volta das 22h.

Populares acionaram a Polícia Militar para informar que o rapaz estava circulando livremente pela cidade ostentando o equipamento. Ele foi acompanhado à distância pelos policiais por cerca de duas horas, até ser flagrado com drogas e um caderno com anotações sobre uma facção criminosa da qual ele dizia fazer parte.

O Nova News apurou que o jovem é monitorado pela tornozeleira eletrônica de número 0314030526. 

O que causou estranheza é o fato de o reeducando estar circulando por várias ruas da cidade em horário noturno sem que as forças de segurança fossem acionadas pela central, uma vez que populares é que acionaram a Polícia Militar.

O caso coloca em dúvida a eficácia do equipamento e levanta a seguinte questão: o monitoramento de detentos por tornozeleira eletrônica é uma boa alternativa? O fato ocorrido em Taquarussu foi repassado pelo Nova News à Agência Estadual do Sistema Penitenciário (Agepen), que se pronunciou sobre o ocorrido.

Nota da Agepen sobre o caso de Taquarussu

Informamos que as ruas onde o referido custodiado foi detido se encontram dentro do raio de 100 metros da área de inclusão definida pelo juiz, para circular. A função do monitoramento eletrônico é fiscalizar as decisões judiciais. Em caso de descumprimento, é informado imediatamente às autoridades policiais assim como o juiz da execução penal.

Quanto à eficácia do sistema, informamos que a tornozeleira eletrônica é eficaz para a fiscalização dos cumprimentos das decisões judiciais, pois fica registrada toda a movimentação do monitorado, em caso de qualquer tipo de violação, o papel da Agepen é informar as autoridades competentes para os procedimentos cabíveis.

Segurança ou insegurança pública?

Mesmo apesar de a Agepen dizer que o equipamento é eficaz e que o reeducando de Taquarussu estava dentro do raio permitido pelo juiz, assim como no caso de Nova Andradina, o fato é que ambos os autores, mesmo com as tornozeleiras, estavam cometendo o crime de tráfico de drogas. A grande questão é: tirar um detento da cadeia e colocar uma tornozeleira nele não será uma prática que pode colocar em risco a segurança pública?

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