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PMA autua 21 infratores durante a operação Padroeira do Brasil

Operação foi encerrada na segunda-feira (14)

Foto: Divulgação/PMA

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A Polícia Militar Ambiental encerrou na manhã de segunda-feira (14), a operação Padroeira do Brasil, que teve início no dia 09 e contou com efetivo de 362 homens. A PMA deu prioridade à prevenção e repressão da pesca predatória e ao tráfico de papagaios.

A fiscalização da pesca já vinha sendo reforçada, desde o dia 1º de outubro, quando a Polícia Militar Ambiental iniciou a operação Pré-piracema nos rios do Estado, tendo em vista a proximidade do período de defeso para a piracema, quando vários cardumes já se encontram formados e a quantidade de turistas e pescadores se intensifica, exatamente, em razão das facilidades de captura do pescado neste período.

Com os feriados prolongados (Divisão do Estado e Padroeira do Brasil), a fiscalização que já era efetuada, inclusive, com vários pescadores presos, foi intensificada nos rios, com uso de todo efetivo administrativo e deslocamento de efetivo de subunidades em que a região não possui tradição pesqueira, para reforço nas áreas de pesca do Estado.

Os comandantes das 25 subunidades empregaram todo o efetivo no trabalho de fiscalização em suas respectivas áreas de atuação.

RESULTADOS

Nesta operação houve um aumento de 40% no número de autuados, com relação ao ano de 2018. Foram autuadas 21 pessoas por infrações ambientais e 15 na operação anterior. As infrações por pesca foram 60% superiores ao ano de 2018. Foram 16 autuados e 10 na operação passada. Dos 16 autuados, 10 foram presos por pesca predatória e 06 foram autuados por pescar sem licença, o que não é crime. Na operação passada, 03 foram presos e 07 foram autuados por pescar sem licença.

A quantidade de pescado apreendida foi 27% inferior, sendo 35 kg, e no ano passado, 48 kg. De qualquer forma, os números apreendidos em ambas as operações demonstram a efetividade da prevenção. No caso da operação deste ano, os 16 autuados, não conseguiram capturar a cota para cada pescador, apesar de alguns terem sido presos pescando com redes e tarrafas, que são petrechos com alto poder de captura de peixes e, por essa razão, têm o uso proibido.

Com relação aos outros crimes e infrações ambientais foram cinco infratores autuados, sendo um por transporte ilegal de carvão, um por transporte ilegal de madeira, um por incêndio, um por transporte de jacaré abatido e um por transporte de iscas vivas (caranguejos), sendo aplicado um valor de R$ 63.180,00 em multas. Na operação passada as multas aplicadas por infrações ambientais adversas à pesca foram R$ 25.050,00.

Com relação aos petrechos ilegais houve uma diminuição significativa na quantidade de redes de pesca apreendidas, sendo 33 contra 13 na operação anterior, já em relação aos demais petrechos os números foram semelhantes. A fiscalização intensificada é fundamental para a retirada dos petrechos proibidos, com alto poder de dizimação de cardumes.

Em relação ao combate ao tráfico de papagaios, nove aves foram apreendidas. Sete foram encontradas em uma mata, em que o suspeito não foi localizado e dois papagaios foram abandonados em caixas de papelão em uma rua na cidade de Novo Horizonte do Sul, devido ao receio do infrator em ser pego, ao saber da operação.

Relativamente aos crimes de natureza diversa à ambiental, somente um rifle calibre 38 com munições e uma motocicleta de um possível caçador que fugiu da fiscalização foram apreendidos. Outra arma foi apreendida com infrator autuado por pesca predatória.

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