Publicado em 10/05/2016 às 09:37, Atualizado em 26/04/2017 às 16:24

Receita Federal combate suposto esquema de lavagem de dinheiro em MS

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Ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, chegando à sede da Polícia Federal, onde deveria prestar depoimentos (Imagem: Diário Digital / Divulgação)
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A Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (10) a Operação Fazendas de Lama, com o objetivo de desarticular organização suspeita de lavagem de dinheiro de fraudes em licitações no Estado do Mato Grosso do Sul.  A ação é considerada a 2ª fase da Operação Lama Asfáltica, que começou no dia 9 de julho do ano passado. 

 

Durante a primeira fase, cujas investigações se iniciaram em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, desviavam recursos públicos a partir de superfaturamento de obras contratadas pela administração pública e de corrupção de servidores públicos e fraudes em licitações. O nome da operação faz referência à aquisição, pelos investigados, de propriedades rurais com os recursos desviados.  

 

Nesta fase, após análise do material apreendido na Operação Lama Asfáltica, Relatórios da Receita Federal e novas fiscalizações realizadas pela CGU apontam para possível prática de crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação dos valores desviados, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie. 

 

O grupo investigado atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.  O objetivo da ação seria cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados. Participaram das ações 44 servidores da Receita Federal, 201 policiais federais e 28 servidores da Controladoria-Geral da União. 

 

As medidas foram cumpridas nos municípios de Campo Grande e Rio Negro, Curitiba e Maringá (PR), e Presidente Prudente e Tanabi (SP). Os presos foram encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande, assim como o material decorrente do cumprimento dos mandados de buscas e apreensão. A PF chegou a cumprir mandados de busca e apreensões no prédio onde mora o ex-governador André Puccinelli no 22º andar. Com os policiais estava um malote lotado de documentos apreendidos e que deverão ser periciados.