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Artigo: O Brasil com seu Maranhão

Esse começo de semana derrubou da cama os brasileiros que ouviram o deputado federal Waldir Maranhão soletrar que teriamos muitas surpresas vindo da sua pessoa no cargo de Presidente da Câmara dos Deputados devido o afastamento pelo STF do titular da cadeira deputado federal Eduardo Cunha. Dito e feito. Maranhão ,  que não é analfabeto como grande parte dos seus correligionários daquele estado, sapecou a nulidade da sessão que promoveu a abertura de processo de afastamento de Dilma Roussef da Presidência da República. 

 

O Presidente do Senado Federal Renan Calheiros ficou com a " batata quente " nas mãos e poderá empurrar para o STF decidir. Ora, se a Sessão histórica ocorrida no Plenário da Câmara dos Deputados dias atrás não vale para nada, para que servem os parlamentares que lá estavam proferindo votos? O Brasil caminha para trás cada vez mais quando parlamentares usam esses artificios para darem holofote nas suas imagens. 

 

O dólar subiu, a Bolsa despencou e o povo ficou de queixo caido. É claro que Waldir Maranhão vestiu a camisa de quem defende e mostrou que não é roedor de corda. É uma tentativa. Analisando muito bem os fatos observamos que a sociedade brasileira está no limite. O desemprego é galopante, a falta de oportunidade aumenta e a incredulidade mais ainda. A garantia da volta da economia em patamares elogiáveis está nas mãos de Henrique Meirelles indicado por Michel Temer para dar turbinada na economia nacional. O Brasil precisa disso e não de um Maranhão todo atrapalhado tentando desfocar o fato para dar luz no seu bigode mexicano. 

 

O próprio PT não digeria Dilma como ela imaginava pois não dava espaço para aliados muito menos ouvia os petistas históricos e não ouvia Lula, o maior simbolo da bandeira do Partido dos Trabalhadores. O fato é que Dilma poderá cair pela sua própria maneira de conduzir seu mandato.  A figura decorativa do aliado vai dar lugar para a sombra de quem quer tira-la do Poder. O STF terá que dar pareceres importantes para que a vida nacional não fique nesse nó republicano mostrando um Brasil empobrecido economicamente lá fora. 

 

Lendo perspectivas sobre nossa agricultura e pecuária para os próximos anos percebi que a força do campo está superando adversidades de momento e moldando uma saida tecnicamente justa para daqui alguns anos. São volumes fortes de arrecadação e a exportação seria uma bandeira de resistência nacional nessa hora. Confiar ao campo e ao empreendedor saidas sugeriveis ao Brasil é também dar ao homem do campo e ao empreendedor esperanças de um Brasil melhor sem o cheiro da corrupção que está em toda parte. 

 

Não é um Maranhão que fará com que sejamos objetos de algo quenão condiz com o que o povo brasileiro deseja nesse momento. Por mais tentativas que sejam feitas a degola já está com dia e hora para acontecer. Sendo taxado de golpe ou não tudo isso que estamos passando é o passar a limpo de um Brasil que precisa urgentemente voltar ao que era sem retrovisor na sua subida rumo ao desenvolvimento. Com Cunha ou sem Cunha, com Maranhão ou sem Maranhão, com Dilma ou sem Dilma, isso aqui é Brasil e de propriedade do povo brasileiro e não de um grupo de pessoas que querem fechar a porteira e jogar a chave no mato. (*Articulista e consultor).

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