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Com dois nomes na disputa, MDB de Batayporã pode entrar 2020 rachado

Embate teria começado após o ex-prefeito Ibrahim buscar espaço dentro do partido liderado atualmente por Takahashi

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Na foto, Edson Ibrahim, André Puccinelli e Jorge Takahashi durante a campanha eleitoral de 2012 - Imagem: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News

O grupo do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) pode entrar o ano de 2020 com seus dois principais lideres rachados em Batayporã. De acordo com o apurado pelo Nova News, o atual prefeito Jorge Takahashi teria entrado em rota de colisão com o ex-prefeito Edson Ibrahim, sendo ambos do mesmo partido e considerados pelo grupo como as duas principais estrelas da legenda que comanda atualmente o município.

As informações dão conta que o desgaste entre as duas figuras políticas se deu após o não cumprimento de acordo por parte de Takahashi, o que teria deixado o ex-prefeito Edson descontente e o feito começar buscar espaço dentro do partido no sentido de viabilizar sua candidatura a prefeito nas eleições do próximo ano.

Ibrahim administrou o município entre os anos de 2009 a 2012, chegando ao final de seu mandato, desgastado em baixa popularidade, tendo optado a não concorrer à reeleição, vindo apoiar seu vice-prefeito, na época, José Miguel, tendo Jorge Takahashi como vice para aquela disputa. Na oportunidade, alegando falta de estrutura, Miguel desistiu da corrida eleitoral em meio à campanha, tendo Takahashi assumido o posto de candidato a prefeito, na ocasião, sendo derrotado pelo empresário Beto Sãovesso.

Quatro anos depois, Takahashi volta ao cenário como candidato a prefeito novamente, e com apoio de Ibrahim, vence Hélio Mineiro e assume o Poder Executivo, fazendo com que o comando do município voltasse ao MDB. Entre idas e vindas, o partido já vem comandando o município há mais de 30 anos, sendo apenas interrompido esse ciclo com a vitória de Agenor Gamba, em 1996, e Beto Sãovesso, em 2012.

Uma fonte ouvida pelo Nova News e que pediu para não ter o nome revelado, afirmou que a o imbróglio deverá ser resolvido pelo líder maior da legenda, o ex-governador André Puccinelli, que mesmo fora da presidência do partido, ainda continuaria dando a palavra final sobre as questões internas do MDB pelo interior do Estado.

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