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‘A ditadura na Venezuela e suas consequências’, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Realmente é triste saber que até pouco tempo atrás, o Governo Brasileiro apoiou a Ditadura na Venezuela, não apenas ideologicamente falando, mas na prática, botando dinheiro brasileiro via BNDES.

Fato é que Nicolás Maduro está matando os Venezuelanos de fome. Seres humanos que fogem para outros países, (2,3 milhões). Cerca de 2% deles cruzaram fronteiras brasileiras em busca de melhores condições de vida, tendo em vista a crise humanitária, a violação dos direitos humano, a vulnerabilidade e a crueldade praticada naquele país, por um ditador que não tem nenhum prurido em pôr em guerra seus patriotas para manter-se no poder.

Entretanto, a entrada dos venezuelanos no Brasil, no Estado de Roraima, especialmente na cidade de Pacaraima, tem causado perplexidade e ultrapassado os limites do desprezo humano. Um venezuelano disse: eles nos expulsaram como cachorro. Outro afirmou: é melhor morrer de fome na Venezuela do que ser humilhado no Brasil. Concomitantemente o fogo queimava suas vestes, seus alojamentos e suas esperanças.

Causa estranheza tudo isso, porque, historicamente recebemos Italianos, Japoneses e tantos outros irmãos que ajudaram construir o Brasil.

O Governo brasileiro diz que fechar a fronteira é “impensável”. A lei brasileira determina o acolhimento de refugiados e imigrantes, (claro, com regras). “É incogitável fechar a fronteira”, disse o Presidente Temer. Mesmo assim a Governadora de Roraima pede o fechamento da fronteira na justiça, já negado pela Ministra Rosa Weber.

Está correta a decisão de não fechar a fronteira, porém, se faz necessário colocar em prática um protocolo de acolhimento. Não dá para abrir as portas de qualquer jeito, sem dar condições ao Município de Pacaraima a receber tanta gente. O lamento dos brasileiros é de que nosso governo não consegue resolver os problemas do Brasil, quem dirá dos Venezuelanos.

Talvez fosse hora da ONU deixar de intromissão nas questões políticas do de nosso país, e, efetivamente acionar seus mecanismos para socorrer essa questão realmente de calamidade humana.

Pode se dizer que o caos que permeia esses acontecimentos, é reflexo da desorganização do Governo brasileiro e sua incompetência para resolver o assunto. Por outro lado, é, evidentemente lamentável saber que governos anteriores articularam implantar no Brasil regime semelhante ao de Maduro. Por esta razão tenho estudado o programa de governo dos atuais candidatos, para certificar de que nenhum deles suscite implantar qualquer tipo de ditadura em nosso País. Para espanto meu, encontrei coisas estranhas em pelo menos um partido.

Por fim, espera-se que o Presidente da República deixe de agir como um ex-presidente e faça valer sua autoridade, que prossegue até trinta e um dezembro em passos lentos e melancólicos.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

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